Mercado

Angola prevê crescimento da economia em 2018

06/11/2017 - 09:35, Banca, featured

De acordo com os dados do quadro macroeconómico vai crescer 3,4 por cento no próximo ano e chegar aos 21.168,8 mil milhões de dólares.

O documento, que serve de base para a elaboração do Orçamento Geral de Estado de 2018, o primeiro dos cinco anos de mandato do Executivo do Presidente João Lourenço, indica que o Produto Interno Bruto vai ser superior em 1,3 pontos percentuais em relação ao registado em 2017. O sector petrolífero vai contribuir com 4.010,7 mil milhões de dólares. A taxa de inflação prevista é de 17 por cento, bem abaixo dos 42 por cento de 2016 e  22,9 por cento previstos para este ano.

O Orçamento Geral do Estado para o próximo ano, que deve dar entrada ainda este mês na Assembleia Nacional para aprovação, está a ser elaborado através de  uma previsão de produção de petróleo de 1.649.910 barris por dia a um preço de 45 dólares o barril. “Tendo em conta que a produção prevista é de 1.736.738 barris por dia, que representa o potencial dos campos activos e não inclui nenhuma perturbação na disponibilidade das instalações de produção que, em geral varia entre 95 e 97 por cento, por precaução, foi considerado um ajustamento de 5 por cento”, indica o documento, que considera igualmente o preço de 45 dólares por barril é conservador, tendo em conta a incerteza actual do mercado petrolífero e a sua volatilidade.

Os diamantes também vão ter um papel de grande importância no OGE. A previsão é de uma produção de nove milhões de quilates de diamantes a um preço de 124,2 dólares por quilates. Os dados são mais optimistas em relação às previsões de 2017, no qual a  produção estava estimada em 8.964.100 quilates, a um preço de 115 dólares o quilate.

No período de 2013 a 2016, a actividade económica desacelerou de tal forma que, de acordo com os dados oficiais, a taxa de crescimento do PIB real passou de 6,8 por cento  em 2013 para 0,1 por cento em 2016. No exercício económico de 2017, o OGE prevê uma taxa de crescimento real do PIB de 2,1 por cento, sendo 1,6 por cento para o sector não petrolífero e 0,6 por cento para o sector petrolífero.

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