Mercado

Atlântico, BIC e Sol ‘concorrem’ na Namíbia

29/05/2017 - 09:20, Banca

Banco Sol poderá juntar–se ao Atlântico e ao BIC como instituição financeira angolana a operar na Namíbia. O próximo passo deverá ser Portugal.

Por Fernando Baxi 

fernando.baxi@mediarumo.co.ao 

O Banco Sol poderá ser a terceira instituição financeira angolana a operar no mercado namibiano, depois do Atlântico e do BIC.

O PCA da referida instituição, Coutinho Nobre Miguel, visitou, recentemente, a Namíbia, onde se reuniu com responsáveis da banca local, nomeadamente, o governador do banco central daquele país, Lipumbu Shiimi. A confirmar-se este passo na internacionalização do Banco Sol, três instituições financeiras angolanas irão concorrer naquele mercado, onde há actualmente 10 bancos licenciados.

A ‘investida’ na Namíbia marca o arranque do plano de internacionalização do Banco Sol, que tem como geografias preferenciais a região da África Austral e, na Europa, Portugal. Em entrevista à revista institucional do banco, publicada no mês passado, a que o Mercado teve acesso, Coutinho Nobre Miguel alude à expansão internacional do Banco como “um factor incontornável de crescimento e desenvolvimento sustentável”.

Em entrevista à revista interna, o gestor menciona a SADC como destino de internacionalização, através da abertura de uma filial de raiz. Já no caso de Portugal, o PCA explica que o banco admite entrar através de “uma aquisição ou abertura de uma filial”.

Na visita à Namíbia, disse que o Banco Sol reafirma a sua determinação em ter uma sólida presença [naquele país], alicerçada em estudos que dão consistência à tal decisão estratégica, dadas as complementaridades das economias dos dois países.

A entrada na Namíbia, adiantou, irá “abrir melhores possibilidades de internacionalização das empresas angolanas e também reforçar a indústria financeira como catalisadora do crescimento e desenvolvimento económico dos dois países”.

Os ‘pioneiros’ angolanos

O Atlântico foi o primeiro banco angolano a entrar na Namíbia, com a abertura de uma sucursal do Atlântico Europa, em Dezembro de 2015, tendo sido autorizado a actuar junto dos segmentos de clientes particulares, empresas e instituições.

Foi também habilitado, a nível de banca de investimento, a montar operações de fusões e aquisições, promover projectos de internacionalização e realizar assessoria financeira.

Na ocasião, o PCA do Atlântico, Carlos Silva, considerou a entrada na Namíbia um passo na concretização da abordagem multigeográfica, de alavancagem dos fluxos comerciais e de investimento entre Angola e o resto do mundo.

O BIC foi o segundo a chegar à Namíbia, em Junho de 2016, com o Bank BIC Namibia, de direito local. O foco, explicou o PCA, Fernando Teles, é a banca comercial e o apoio aos investidores namibianos, angolanos e europeus.

“Queremos trazer a nossa experiência de Angola e Portugal para ajudar os namibianos e as comunidades neste país e sermos mais um contributo ao desenvolvimento das relações entre Angola e a Namíbia”, disse Fernando Teles, adiantando que o objectivo seria vir a ter 20 agências naquele país.

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