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Aumenta o número de agências bancárias no território nacional

24/11/2017 - 15:45, Banca, featured

Em 2016, 76,8% dos municípios estavam cobertos por agências bancárias, facto que coloca o País no grupo dos três maiores na África subsariana, com África do Sul e Nigéria.

A província do Cuanza Sul passou a fazer parte das regiões que centralizam a distribuição da rede bancária no País, num grupo no qual Luanda detém uma quota de 52,8%, refere a Associação

Angolana de Bancos (ABANC), no Relatório Anual 2017, em que apresenta o desempenho da actividade bancária do exercício financeiro 2016. Face ao facto, como faz referência a ABANC, instituição liderada por Amílcar  Silva,  a  concentração  da  rede bancária no País verifica-se nas províncias de Luanda, com uma quota de 52,8%; Benguela – 7,5%; Huíla – 5,3%; Huambo  –  3,9%,  e  Cuanza  Sul  – 3,8%.

Em consequência, registou-se um processo de expansão positivo na rede bancária, com um aumento de 99 agências, perfazendo um total de 1966, distribuídas pelo território nacional, enquanto em 2015 a respectiva associação contou 1867.

As cinco províncias acima citadas acumulam 73,3%  das  agências  e 60,4%  da  população  angolana.  O Relatório Anual 2017 refere ainda que, das 99 agências bancárias abertas durante o ano, 57 foram em Luanda e 18 na província do Zaire, mantendo-se assim a maior concentração na capital do País, o centro político e económico. “Em termos de agências por 100 mil habitantes (adultos), verifica-se Luanda em primeiro lugar com 27 agências, Zaire – 18; Cabinda – 17; Cuanza Norte – 16, e Benguela – 12”, indica o estudo da ABANC, referente à actividade bancária em 2016.

Aquela associação, defensora dos interesses dos bancos comercias, considera no relatório que o aumento da rede tem contribuído para uma maior dispersão geográfica dos municípios, verificando em 2016 apenas 38 sem agências bancárias, comparativamente com as 60 municipalidades no País no exercício financeiro  2012.

As províncias do Uíge, com nove municípios, e Malanje, com oito, apresentam menor capilaridade. Desta forma, o relatório conclui: um total de 76,8% dos municípios estavam cobertos em 2016, enquanto em 2012 eram 62,7%.

Segundo ainda a instituição liderada por  Amílcar  Silva,  a  província  de Luanda também detém a concentração da actividade empresarial do País, com 55,2%, e Benguela regista 8,8%.

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