Mercado

BAI e BFA com evolução dominante no sector

22/04/2017 - 09:30, Banca

Em 2016, o BAI obteve a maior carteira de depósitos, enquanto o BFA foi o mais lucrativo; os bancos comerciais públicos tiveram de ser resgatados.

Por Fernando Baxi 

fernando.baxi@mediarumo.co.ao 

O Banco Angolano de Investimentos (BAI) e o Banco de Fomento Angola(BFA) fecharam o exercício financeiro 2016 com resultados cuja relevância os remete a uma condição dominante de mercado, num período em que o BPC entrou na fase de reestruturação.

A instituição bancária cuja comissão executiva é liderada por José de Lima Massano, antigo governador do Banco Nacional de Angola (BNA), no caso o BAI, terminou o exercício financeiro último com a carteira de depósitos calculada em pelo menos 1,1 biliões Kz; reflecte um aumento de 21% relativamente ao período homólogo.

Face ao registo da carteira de depósitos no exercício analisado, o BAI captou mais 198,8 mil milhões Kz de recursos a clientes. Tal montante supera mais do que o dobro do valor captado pelo BFA no mesmo período, como se pôde observar com base na informação financeira dos respectivos bancos; dois dos quatro mais fortes do sector.

Assim, os indicadores finais vêm confirmar a tendência verificada no terceiro trimestre de 2016, no qual o BAI já tinha carteira de depósitos superior a do BFA, que no ano anterior teve o melhor registo, inclusive chegou a embandeirar no relatório e contas.

Terminado o exercício financeiro 2016, o BAI é a instituição bancária nacional com a maior carteira de depósitos, tendo em conta o volume da captação de recursos sobre clientes no ano económico transacto, ilustrando uma fase de ascensão daquele banco, visto que em 2015 teve uma quebra de 1,3%, para 12,4 mil milhões Kz, face a 2014.

O BAI também obteve uma evolução positiva na carteira de depósitos no período em análise. A quantia ficou calculada em 380 mil milhões Kz, representando um crescimento de 10%, relativamente ao exercício financeiro análogo quando já era considerado um dos bancos angolanos que mais crédito concediam, principalmente ao sector imobiliário.

O acréscimo da carteira em 2016 deveu-se ao crédito concedido aos sectores privado e público, tendo o primeiro absorvido 29 mil milhões, enquanto o segundo, 19 mil milhões Kz, como reza a informação a que o jornal Mercado teve recentemente acesso.

Tendo em atenção os indicadores avançados, é a instituição financeira privada que mais crédito concede à economia, secundada pelo banco BIC, parceiro estratégico do Executivo no Programa Angola Investe; o suporte de projectos de desenvolvimento, criados com intuito de dar corpo ao plano de diversificação económica em Angola.

Embora tenha também apostado em grande medida na transacção de títulos e valores mobiliários, o Banco Angolano de Investimentos assume-se como uma sociedade financeira interveniente na economia, a julgar pela taxa do rácio de transformação de depósitos em crédito, que se fixou em 33,4%, enquanto a do BFA foi de 21,7%. Ainda no exercício financeiro transacto, aquele banco obteve um lucro de 49,7 mil milhões Kz e representa um crescimento acima dos 200%, resultado nunca antes alcançado, desde o surgimento no mercado bancário nacional, há 20 anos.

Saiba mais, nesta edição nº100 do Jornal Mercado. Já nas bancas.

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