Mercado

BAI volta ao “controlo” dos depósitos

27/12/2016 - 17:17, Banca

O Banco de Fomento Angola (BFA) deixa de ser a maior instituição financeira angolana, quanto à captação de depósitos, no período financeiro em referência.

Por Fernando Baxi 

fernando.baxi@mediarumo.co.ao

Até ao terceiro trimestre de 2016, a carteira de depósitos do Banco Angolano de Investimento estava quotada em mais de 1,1 bilião de Kwanzas, o maior registo naquele período financeiro, comparativamente a outras instituições bancárias nacionais, como observou o Mercado, com base nos balancetes dos principais bancos.

Desta forma, o Banco de Fomento Angola (BFA) deixa de ser a maior instituição financeira angolana, quanto aos depósitos de clientes; marca conseguida no exercício financeiro 2015, no qual a carteira ficou quantificada em pelo menos 1,02 bilião Kz.

A instituição financeira, cuja comissão executiva é presidida por José Massano, terminara o ano económico 2015 com a carteira de depósitos quota da ao valor de 938,5 mil milhões Kz; um recuo de 1,3%, face ao período homólogo transacto (2014), ao qual o montante foi de 950,9 mil milhões de Kz. O BAI fora ultrapassado pelo BFA.

No início do exercício, concretamente no primeiro trimestre de 2016, o volume de depósito sobre clientes registou um crescimento de 14,3% para 134,5 mil milhões Kz quando comparado com o período anterior.

Do lado contrário ou melhor do BFA, o incremento foi de 8,4% para 85,3 mil milhões Kz, relativamente ao registo anterior.

Crescimento

Face aos indicadores acima expostos, facilmente percebe-se o aumento da carteira de depósitos do Banco Angolano de Investimento em 5,9 pontos percentuais, pelo menos 49,2 mil milhões Kz, se comparado com a evolução do BFA, instituição financeira mais rentável do País. No terceiro trimestre (2016) o resultado era de 46,2 mil milhões Kz.

Apesar do crescimento de 14,3% no volume de depósitos, no primeiro trimestre de 2016, o BFA ainda era a maior sociedade financeira, principalmente no segmento bancário, relativamente a esta matéria, como se pôde verificar nos balancetes dos respectivos bancos. Mas o banco de José Massano tinha chegado à fasquia de 1 bilião.

No segundo trimestre, o BAI registou um crescimento de 2,8% para 29,7 mil milhões Kz, ainda assim o BFA continuava a manter-se o maior no sistema financeiro nacional, quanto à carteira de depósitos, pois registou um incremento na ordem dos 2,9% para 31,5 mil milhões Kz. As duas instituições bancárias disputavam o controlo do mercado.

Desaceleração

A evolução da carteira de depósitos do BAI registou um abrandamento, no terceiro trimestre de 2016, relativamente aos dois últimos exercícios do ano económico em causa. O incremento foi de 0,7% para 7,2 mil milhões Kz. Houve menos captações.

Enquanto no BAI verificou-se um abrandamento, naquele período, o Banco de Fomento Angola (BFA) registou um recuo de 3,4% para 38,6 mil milhões Kz, perdendo o controlo do mercado para o principal concorrente, no que tange à captação de depósitos de clientes; uma das fórmulas de capitalização das instituições bancárias.
O Banco Angolano de Investimento (BAI) detinha o domínio do mercado em 2014, carteira estava calculada num montante de 950,9 mil milhões Kz; o BFA seguia com 933,1 mil milhões Kz. No ano seguinte, os indicadores inverte-se, o BFA tomou a concorrência e pela primeira vez, no sector um banco chega à fasquia de 1 bilião Kz.

Rácio de transformação

Até ao terceiro trimestre de 2016, a carteira de créditos do BAI estava calculada em 365 mil milhões Kz, enquanto a do BFA 238,7 mil milhões Kz.
Assim sendo, o rácio de transformação do primeiro banco foi de 32,9%, ao passo que do segundo 21,8%.

Tais indicadores ilustram que o BAI tem maior participação na economia, através da concessão de créditos. Ainda no penúltimo trimestre do exercício financeiro 2016, o banco de José de Lima Massano obteve um lucro de 31,7 mil milhões Kz; um crescimento de mais 100%, face ao período homólogo transacto 15,8 mil milhões Kz.

Gosta deste artigo? Partilhe!

Deixe o seu comentário

You must be logged in to post a comment.