Mercado

Conversão de kwanzas por NAD ascendeu aos 54,3 mil milhões Kz

22/12/2015 - 10:02, Banca, Finanças

Embora os bancos centrais de Angola (BNA) e da Namíbia (BON) tenham anunciado recentemente a suspensão das trocas cambiais, o acordo de conversão monetária entre ambos mantém-se, mas noutros moldes. POR: AYLTON MELO O banco central namibiano contabilizou, até à data da recente suspensão das conversões monetárias nas zonas fronteiriças com Angola, valores equivalentes em […]

Embora os bancos centrais de Angola (BNA) e da Namíbia (BON) tenham anunciado recentemente a suspensão das trocas cambiais, o acordo de conversão monetária entre ambos mantém-se, mas noutros moldes.

POR: AYLTON MELO

O banco central namibiano contabilizou, até à data da recente suspensão das conversões monetárias nas zonas fronteiriças com Angola, valores equivalentes em Kz na ordem dos 400 milhões USD (1 USD = 136Kz), disse recentemente o governador do banco central da Namíbia. Ipumbu Shiimi, que falava durante a inauguração da sucursal do banco Atlântico Namíbia, avançou que os montantes em causa estão a ser repatriados ao País, de forma contínua. Um processo que, segundo o governador, terminará em breve.

Porém, os dólares namibianos (NAD) que entraram no País não seguirão o mesmo curso. “Decorrerá de forma natural, através das pessoas que compram a moeda namibiana e usam-na para efectuar compras na Namíbia”, argumentou Ipumbu Shiimi.

Em relação à suspensão do referido acordo entre o BNA e o BON, o governador esclareceu que não está anulado, mas, no âmbito da provisão de duas formas de trocas, vai mudar para a segunda modalidade, sendo que o NAD continuará disponível, mas só em Santa Clara será possível trocar as moedas, o que significa que os empresários angolanos podem fazer compras na Namíbia, tendo acesso a esta moeda.

Os bancos centrais de Angola (BNA) e da Namíbia (BON) suspenderam recentemente as conversões monetárias, que vigoravam desde há cinco meses (18 Junho), por se ter verificado que não estavam a correr muito bem. “Alguns empresários angolanos e particulares abusaram do acordo, e isto poderia torná-lo insustentável”, disse Ipumbu Shiimi.

Por exemplo, segundo explica, foram estabelecidos limites de valores para se efectuar os câmbios, mas estas pessoas desrespeitaram os limites determinados, usando outras que fossem trocar por elas.

Como terá também admitido noutra ocasião o governador do BNA, José Pedro de Morais, a situação “descontrolou-se”, ao nível do volume de Kz movimentado. “Houve falta de controlo por parte dos agentes que estão mandatados para servirem como agentes de troca no mercado namibiano, e este processo descontrolou-se”, disse José Pedro de Morais.

Comissão de controlo fronteiriço Inicialmente, o acordo compreendia todas as zonas fronteiriças partilhadas entre os dois países, viabilizando o câmbio directo entre o Kz e o NAD em agências bancárias, casas de câmbio ou outros agentes autorizados em cada um dos países. Em função das irregularidades ocorridas na primeira modalidade de conversões, foi criada uma comissão que envolve o BNA, o BON e as autoridades policiais fronteiriças, que estão a reforçar a vigilância na fronteira entre Santa Clara e Oshikango.

Em face desta situação, foram estabelecidos novos tectos por parte do BNA para as conversões, passando agora para 50 mil Kz por pessoa, contra os 500 mil Kz anteriores (taxa de câmbio – 14 Kz/1 NAD).

A taxa de câmbio praticada foi estabelecida pelo Banco Nacional de Angola, sendo que este diariamente informa o banco congénere da vizinha República da Namíbia, competindo aos bancos centrais divulgar diariamente a taxa de câmbio de referência.

Segundo Ipumbu Shiimi, o valor cambiado entre ambos os países representa 4% do GDP namibiano. O GDP da Namíbia é de cerca de 12 mil milhões USD. Os dois bancos centrais prosseguem acertos no que diz respeito aos sistemas de pagamento.

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