Mercado

Crédito pode pôr BMA na liderança no acesso a divisas

01/12/2017 - 09:06, Banca, featured

Volume de divisas vendidas pelo BNA para efeitos de ajuda à família, viagens ou pagamento de salários de expatriados leva em conta o crédito e os depósitos de cada banco.

Por André Samuel
andre.samuel@mediarumo.co.ao

O Banco Millennium Atlântico (BMA) poderá ser um dos principais ‘beneficiários’ do novo modelo de venda de divisas por parte do Banco Nacional de Angola (BNA), que atribui um sistema de quotas em função dos depósitos e créditos líquidos de provisões atribuíveis ao segmento de particulares em kwanzas.

Até ao final do segundo trimestre deste ano, a carteira de crédito do BMA estava calculada em cerca de 457,4 mil milhões Kz, com uma taxa de transformação de 57,9%, o que faz do banco liderado por Carlos Silva aquele que mais crédito atribuiu, à frente do BIC, do BAI e do BFA.

Quanto à captação de recursos a clientes, a carteira de depósitos do BMA, também do segundo trimestre de 2017, estava avaliada em cerca de 789,8 mil milhões Kz, inferior às do BAI e do BFA, que estão quantificadas em cerca de 1 bilião Kz, mas superior quando comparada com a do BIC. A carteira de crédito do BMA, mesmo no segundo trimestre, é superior à do BAI e à do BIC do terceiro trimestre, o que leva especialistas a concluírem que aquele banco responde aos critérios do BNA, que visa “conferir maior transparência ao processo e previsibilidade aos bancos, bem como reconhecer o esforço de captação e de concessão de crédito particular”, segundo a Directiva n.º 7/2017.

O novo critério a ser implementado pelo banco central, face à “necessidade de se ajustar a metodologia de distribuição de divisas aos bancos comerciais nas sessões de venda, enquanto não é reposto o sistema de leilões”, deverá beneficiar também os restantes bancos comerciais de grande dimensão (BAI, BIC e BFA).

Saiba mais, do Jornal Mercado edição 132, já nas bancas!

Gosta deste artigo? Partilhe!

Deixe o seu comentário

You must be logged in to post a comment.