Mercado

Bancassurance e online ajudam companhias a ganhar negócio

03/07/2017 - 16:12, Banca, featured

Venda de seguros passa cada vez menos pelo mediador ou corretor, e mais por novos canais, como os bancos e a Internet.

Por Estêvão Martins

estevao.martins@mediarumo.co.ao

O modelo de negócio e os canais de distribuição de seguros são itens importantes e essenciais a ter em conta nas questões ligadas ao crescimento e à afirmação do sector, numa altura em que cresce o número de companhias, mas regista-se uma diminuição na venda de seguros.

Na verdade, os seguros podem ser distribuídos através de uma variedade de canais, cruciais para aquilo que é o aumento da sua penetração no PIB.
Além da venda directa do produto pela seguradora ao cliente e da existência da mediação, bem como do corrector de seguros – profissionais independentes que oferecem produtos da empresa de seguros que representam –, a exploração de outros canais de distribuição deve marcar o futuro do sector no País, dizem especialistas.

Canal bancassurance

Nos últimos anos, algumas seguradoras têm usado os balcões dos bancos para a distribuição dos seus produtos – o chamado bancassurance.

O BIC Seguros, por exemplo, considera o canal de distribuição bancassurance, no qual a companhia é uma das pioneiras em Angola, sendo este um dos caminhos a seguir no futuro, para a dinamização do sector, face à crescente bancarização do País, tornando as operações de negócios mais eficazes e céleres.
Ao Mercado, a CEO da companhia, Fátima Monteiro, destaca que a tendência normal no mercado financeiro nacional passa pela consolidação de instituições e de estruturas do sector financeiro, sobretudo com o intuito de se aumentarem as bases de potenciais clientes, para que possam existir sinergias de custos.

Num futuro breve, antecipa, os canais não presenciais, como seguros onlineou aplicações móveis, além do modelo bancassurance, farão parte das estratégias das seguradoras.

Na sua opinião, a actual conjuntura económica do País, aliada à constante entrada de novos players no mercado de seguros, obriga as seguradoras a adoptarem diferentes modelos de negócio.

A Nossa Seguros utiliza as agências do BAI para vender seguros. O processo iniciou-se em 2014, com a comercialização de produtos associados a crédito para particulares, nomeadamente, seguros de vida, automóvel e multirrisco habitação.

Actualmente, já é possível fazer a aquisição de todos estes produtos em formato stand alone, no qual a comercialização não está associada ao crédito, pelo que todos os clientes do BAI podem adquiri-los de forma isolada.

A Fortaleza Seguros, há um ano no mercado, é outra companhia que utiliza bancos, neste caso, o Millennium Atlântico, para a comercialização dos seus produtos.

Seguro online

A criação de plataformas de venda de seguros online tem merecido a atenção e prioridades dos playersdo sector, nomeadamente, seguradoras, corretores e mediadores.

Diferentes seguradoras têm manifestado interesse pela criação do canal online como forma de fazer a venda dos seus produtos, visando conceder mais autonomia aos clientes, para que possam efectivar o negócio, sem terem de se dirigir às companhias.

A AngoInsurance Correctores de Seguros estreou-se em 2016, sendo a primeira empresa no País a fazer o seguro 100% online –sem que o segurado tenha de se dirigir a uma seguradora ou agência de mediador de seguros para a compra do produto.

Numa primeira fase, a empresa comercializa apenas o seguro obrigatório de responsabilidade civil automóvel, mas, brevemente, pretende lançar o de viagem.

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