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BDA financia economia com 35 mil milhões Kz

12/10/2015 - 14:10, Banca, Banca

A primeira parcela foi concedida ao Banco de Poupança e Crédito, num total de 2,5 mil milhões Kz, que servirá de suporte para o sector primário da economia.

Por Fernando Baxi | Fotografia JA Imagens

O Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA) vai injectar 35 mil milhões Kz nos bancos comerciais para estes operacionalizarem a concessão de crédito à economia, com foco para as pequenas e médias empresas ligadas ao sector produtivo, apurou o jornal Mercado.

Verba disponibilizada à banca comercial, confirmada ao Mercado pelo chairman do BDA, Manuel Costa, provém do Fundo Nacional de Desenvolvimento (FND) e está subdividida em quatro linhas de financiamento, gizadas pelo Executivo, no âmbito do programa de diversifica- ção da economia, dependente dos resultados do sector petrolífero.

Desta forma, o Executivo, através do FND, disponibilizou 12,5 mil milhões Kz para o sector primário da economia, com foco na agricultura, pesca e pecuária; 10 mil milhões Kz para infra-estruturas, enquanto a indústria transformadora vai consumir 7,5 mil milhões Kz, ficando o comércio e serviços com 5 mil milhões Kz, perfazendo o total de 35 mil milhões Kz, passados para o BDA, o provedor.

A primeira parcela do total do cré- dito do BDA foi concedida, recentemente, ao Banco de Poupança e Cré- dito (BPC), num total de 2,5 mil milhões Kz, que servirá de suporte para o sector primário da economia.

No BPC, os projectos ligados aos sectores da agricultura, pescas e pecuária serão financiados ao valor má- ximo de 500 milhões Kz, a médio e longo prazo, com taxas de juros programadas para abaixo de 8%, enquanto o período de carência está fixado em dois anos, segundo Paixão Júnior, chairman do banco, quando rubricava um acordo com o BDA para operacionalização do crédito.

Esta linha de crédito, segundo o chairman do banco que mais crédito concedeu em 2014, a nível da banca nacional, apresenta condições especiais se comparadas com o que é praticado actualmente na banca comercial, onde a data-limite de reembolso é no curto prazo, a taxa de juro ronda entre 15% e 16%, e o período de carência é de um ano.

“As condições financeiras são muito boas, e esta é uma excelente oportunidade para os clientes aproveitarem rentabilizar os seus negócios, aliás, temos tido a felicidade de participar em todas as acções que o Executivo desenvolve, com vista a apoiar a classe empresarial angolana”, disse Paixão Júnior.

Para o chairman, o acordo com o BDA surge numa melhor fase para as empresas, porque, neste momento, regista-se a escassez de recursos no mercado financeiro e bancário, e por isso “estamos convencidos de que vamos cumprir bem o nosso papel”, uma vez que os valores de cré- dito “estão já em nossa conta”.

Na perspectiva do chairman Manuel Neto Costa, o BDA relança assim o papel de provedor de fundos para a banca comercial, actuando como uma instituição bancária de segunda linha neste sector da economia. “A nossa expectativa é continuarmos a crescer nessa direcção e tornar relevante o canal indirecto do financiamento do BDA, associado ao directo, que continua aberto para os que pretendam empreender nos vá- rios domínios da economia”, disse Manuel Neto Costa.

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