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BNA…Um banco central mais moderno e eficiente

23/10/2017 - 16:30, Banca, featured

O Programa de Reestruturação Orgânica e Funcional do Banco Nacional de Angola vai entrar na segunda e derradeira fase, em Janeiro de 2018. O resultado final será uma instituição menos burocrática, mais focada nos objectivos e capaz de ter um papel ainda mais activo no alcance dos grandes objectivos da economia nacional.

Por Nilza Rodrigues | Fotografia Njoi Fontes

Em Abril de 2016 o Conselho de Administração do Banco Nacional de Angola (BNA) realizou um diagnóstico organizacional que culminou com a identificação e definição de dois pilares de actuação: a Adequação do Sistema Financeiro e a sua Reestruturação orgânica e funcional”. Este foi, de acordo com Ana Paula do Patrocínio, administradora do banco central, o ponto de partida para a definição e implementação de um conjunto de medidas que irão tornar o banco central de Angola numa instituição mais moderna, menos burocrática e eficiente, em linha com as mais modernas linhas de actuação de entidades congéneres internacionais. Outro objectivo fundamental passa por tornar o BNA “numa autoridade monetária, cambial, de supervisão e regulação, com credibilidade no País e no exterior, em particular pela comunidade financeira internacional”, sublinha a administradora do BNA.

Cinco meses após o diagnóstico efectuado, foi aprovado pelo Conselho de Administração do banco central o Programa de Reestruturação Orgânica e Funcional do Banco Nacional de Angola – o PROF-BNA. O programa contempla um conjunto de medidas específicas e prevê uma implementação em duas fases. A primeira teve início imediatamente após a aprovação do programa, em Setembro de 2016 (ver quadro ‘A modernização, passo a passo’).

Novo modelo de governação

O PROF-BNA vem reformular e modernizar um vasto conjunto de processos internos do Banco promovendo uma actuação integrada em cinco grandes áreas: Processos; Pessoas; Controlo Interno; Sistemas de Informação; Sistemas de Comunicação.

O espectro de renovação do PROF-BNA vai, contudo, mais além e prevê uma alteração do modelo de governação que terá efeitos transversais no modus operandi de toda a instituição (ver quadro ‘Governação corporativa’).

“A implementação do PROF-BNA visa conferir maior responsabilização, promovendo a gestão por equipas com foco nos resultados, redução da burocracia, celeridade nos processos de tomada de decisão, aumento da eficiência e eficácia operacional, com o propósito de conferir rigor e transparência aos actos do Conselho de Administração”, refere Ana Paula do Patrocínio.

Concluída a primeira fase de implementação do Programa, o balanço realizado pela gestora é claramente positivo. Ana Paula do Patrocínio destaca a revisão do modelo de governação e gestão, sublinhando que, hoje, o BNA é uma organização “alicerçada por uma estrutura organizacional moderna, eficiente e flexível, em linha com os três pilares de governação corporativa – Autonomia, Responsabilização, Transparência”. No âmbito destes pilares, foram aprovadas várias propostas de reestruturação relevantes e transversais a toda a Organização.

Recursos humanos valorizados

Uma alteração profunda de processos obrigará, também, a uma reorientação das funções, atitudes e procedimentos dos colaboradores do Banco. A radiografia efectuada ao quadro de recursos humanos do BNA, no âmbito do Programa, permitiu identificar um conjunto rigoroso de perfis de competências e, também, as necessidades específicas de formação de cada um dos perfis, assim comonecessidades de formação transversais a todos os quadros da Organização. De acordo com Ana Paula do Patrocínio, “este levantamento será o ponto de partida para a implementação de estratégias e políticas eficazes no domínio do capital humano, para que a médio e longo prazo o Banco conte com quadros qualificados em quantidade suficiente”.

Do ponto de vista do controlo interno do Banco, foi já aprovado um conjunto de ferramentas que permitirá uma vigilância de procedimentos mais rigorosa e transparente, alinhada com as melhores directrizes e boas práticas internacionais e que irá contribuir de forma determinante para a afirmação do BNA como uma instituição de referência. Estão aprovados e definidos os seguintes instrumentos: Política de Compliance; Declaração de Apetite de Risco, Comité de Gestão de Risco; Política de Gestão de Continuidade de Negócio.

Concluída a primeira fase, o que podemos esperar da próxima etapa do PROF-BNA? Ana Paula do Patrocínio antecipa os próximos passos: “os resultados alcançados na 1ª Etapa serão consolidados e alvo de tratamento na 2ª Etapa, no âmbito da qual serão implementadas medidas e criadas condições no sentido de transformar o BNA numa instituição regida por princípios sólidos de governação corporativa, enquanto pilares do seu adequado funcionamento, nomeadamente, no que se refere ao planeamento, organização, gestão e respectivo desempenho, controlo interno, gestão de risco e conformidade, promovendo, permanentemente, o desenvolvimento e o aperfeiçoamento da sua actividade, em conformidade com as boas práticas de Governação Corporativa”.

Saiba mais detalhes, na edição de Novembro da Revista Rumo, brevemente nas bancas.

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