Mercado

Credit Suisse prepara aumento de capital

22/10/2015 - 11:12, Banca, Banca

Espera-se que o banco liderado por Tidjane Thiam reúna mais de 5 mil milhões USD para fazer face aos custos da restruturação.

Por Paulo Narigão Reis | Fotografia Bloomberg

O Credit Suisse prepara-se para fazer um aumento substancial de capital. O plano do banco liderado por Tidjane Thiam foi avançado pelo Financial Times, que cita fontes próximas do processo. A intenção do CEO que tomou conta dos destinos do segundo maior banco suíço em Julho passado é reunir capital suficiente para financiar a restruturação do Credit Suisse, que pretende apostar na gestão de fortunas e reduzir o peso do negócio de banco de investimento. O Financial Times (FT) não especifica o montante que Thiam quer reunir mas cita um inquérito levado a cabo pelo Goldman Sachs que refere que 91% dos investidores esperam que o banco helvético obtenha mais de 5 mil milhões de francos suíços (5,15 mil milhões USD).
Numa declaração, o Credit Suisse afirmou que o banco está neste momento a avaliar as opções estratégicas para o futuro, que incluem a análise das necessidades de capital para a desejada restruturação. O plano será apresentado a 21 de Outubro.
O reforço de capital servirá para o banco minimizar os custos da restruturação, isto segundo o FT. O jornal britânico avança ainda que, com o aumento de capital, o Credit Suisse poderá aumentar os rácios de capital para cumprir as novas exigências do regulador suíço, que irá, nos próximos meses, aumentar o montante mínimo exigido. Actualmente, o banco possui um rácio de capital de 10,3%, abaixo do grande rival UBS, que é de 13,5%.
Uma coisa é certa: o reforço de capital não será utilizado na aquisição do banco privado suíço Julius Baer, negócio que tem sido alvo de rumores. Segundo o FT, Tidjane Thiam fez saber que não compreendia a lógica de tal aquisição, ainda para mais quando quer impor uma restruturação.
Espera-se que Thiam reduza os custos através do investimento em tecnologia, ao mesmo tempo que reduzirá pessoal, nomeadamente entre os chefes de divisão, prevendo-se ainda que encerre algumas unidades consideradas pouco lucrativas.
O grande foco da restruturação será feito na mudança, gradual, de modelo de negócio, que passará menos pela banca de investimento e mais pela gestão de fortunas, principalmente no mercado asiático.

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