Mercado

Crédito de BAI e BFA abaixo do primeiro trimestre

04/11/2015 - 10:03, Banca, Banca

O crédito foi maior no primeiro trimestre do ano, decaiu no segundo para 9,34% (BAI) e 19,08% (BFA) e registou ligeira subida no terceiro, 7,78% e 16,35%, mas abaixo dos indicadores de 368,3 mil milhões Kz, para o primeiro, e 232,3 mil milhões Kz para o segundo. POR FERNANDO BAXI O Banco de Fomento Angola […]

O crédito foi maior no primeiro trimestre do ano, decaiu no segundo para 9,34% (BAI) e 19,08% (BFA) e registou ligeira subida no terceiro, 7,78% e 16,35%, mas abaixo dos indicadores de 368,3 mil milhões Kz, para o primeiro, e 232,3 mil milhões Kz para o segundo.

POR FERNANDO BAXI

O Banco de Fomento Angola (BFA) e o Banco Angolano de Investimento (BAI) registaram quedas no volume de crédito concedido no segundo trimestre de 2015, face ao primeiro, e ligeira recuperação no terceiro trimestre, segundo análise do Mercado, um “fenómeno” normal para especialistas do sector financeiro abordados por este jornal.

Os especialistas discordam de que a subida consecutiva da taxa básica BNA, desde o início, tenha tido forte influência na retracção do crédito e na ligeira subida dos últimos trimestres do ano. O crédito do BFA no segundo trimestre caiu para 188,01 mil milhões Kz (19,08%), quando no primeiro havia se fixado nos 232,35 mil milhões Kz.

Na transição para o terceiro trimestre, houve ligeira subida de 7,78%, atingindo os 218,76 mil milhões Kz, abaixo do primeiro indicador. Em valores absolutos, o BFA concedeu menos crédito no segundo trimestre face ao decréscimo de 19,08%, (44,34 mil milhões Kz) sobre os 232,35 mil milhões Kz dos primeiros três meses do ano corrente.

O crescimento de 16,35% (30,75 mil milhões Kz) do segundo para o terceiro trimestre, nesse aspecto o BAI cresceu 7,78% (26 mil milhões Kz), não traduziu uma subida igual aos indicadores do primeiro trimestre.

Flutuação creditícia do BAI

Os balancetes do BAI dos três trimestres decorridos apresentam cenários idênticos aos do BFA, na concessão de crédito, pois decaíram do primeiro para o segundo trimestre, e registaram ligeira recuperação ao terceiro. O crédito do BAI foi de 333,9 mil milhões Kz nos primeiros três meses do ano, seguido de um decréscimo de 9,34% (34,4 mil milhões Kz) no segundo.

A subida de 7,78% (26 mil milhões Kz) do segundo para o terceiro trimestres não foi suficiente para ultrapassar os 368,3 mil milhões Kz de crédito concedido no primeiro trimestre. Foi também no segundo trimestre de 2015 que o BAI concedeu menos crédito, comparativamente ao primeiro e ao terceiro.

Deloitte vs. crédito

Um estudo recente publicado pela Deloitte Angola, Deloitte CEO Survey, referente aos meses de Agosto e Setembro de 2015, revela que a banca comercial nacional encontrou dificuldades para aumentar a concessão de crédito, no respectivo período. “Aumentar a concessão de crédito para apoiar a diversificação da economia é o factor mais crítico para fomentar o crescimento económico”, concluíram os chairmen e CEO de bancos comerciais.

De acordo ainda com o Deloitte CEO Survey, mais de 70% dos CEO das instituições bancárias nacionais crêem no crescimento da economia, apesar de a actual conjuntura estar condicionada pela evolução do preço do petróleo no mercado internacional.

Subida da taxa BNA

A subida da Taxa Básica de Juro BNA, de Janeiro a Setembro deste ano, resulta da actual realidade macroeconómica nacional, mas especialistas discordam do impacto desta nas realidades de BFA e BAI, únicos com os balancetes do terceiro trimestre publicados.

Em final de Julho último, quando a taxa básica subiu 0,5 pontos percentuais, para 10,25%, o presidente da Associação Angolana de Bancos, Amílcar Silva, admitiu ao Mercado um cená- rio menos confortável para clientes e empresas.

Disse que, com o agravamento da taxa de juro BNA, os bancos comerciais poderão ter mais tendência para fazer aplicações em títulos de dívida pública do que para conceder empréstimos a clientes particulares e empresas menos estruturadas, em termos de concessão de garantias. A taxa de juro de referência dos bancos comerciais deixou os 9% em Janeiro para atingir os 10,50% em Setembro passado.

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