Mercado

“As empresas de seguros devem aprimorar os processos de gestão”

10/03/2017 - 16:10, Banca, Banca

O mercado está cada vez mais competitivo e mais agressivo, razão pela qual há necessidade de apostar na formação e na transparência.

Por Estêvão Martins

estevao.martins@mediarumo.co.ao 

Cada empresa de seguros deve aprimorar os seus processos de gestão, tendo em conta as boas práticas de gestão e de governança corporativa que hoje imperam na actividade seguradora e não só, defendeu o director da Academia de Seguros e Fundo de Pensões (ASFP), Gabriel Cangueza.

Em exclusivo ao Mercado, no acto de apresentação do Prémio Nacional de Seguros e de homenagem aos quadros do sector com mais de 30 anos de carreira, o responsável notou que o mercado está cada vez mais competitivo e mais agressivo, razão pela qual há necessidade de apostar na formação e na transparência.
Homenagem

Em relação à homenagem aos quadros do sector, Gabriel Cangueza explica que a ASFP chegou a conclusão de que havia necessidade de se fazer o devido reconhecimento dos feitos dos antigos quadros do sector.

“Se estamos aqui, é porque no passado outros jovens que hoje são mais velhos dedicaram parte das suas vidas a trabalhar para o sector dos seguros”, refere.

Na sua opinião, trata-se de uma justa homenagem a mais de 30 quadros do sector segurador, alguns já aposentados, que contribuíram com o seu saber para o seu desenvolvimento logo após a independência do País.

Foram dados tributos a nomes como Aguinaldo Jaime, antigo funcionário sénior da ENSA, actualmente chairman da ARSEG, José Pedro de Morais, que já foi coordenador da Comissão de Restruturação da ENSA e ministro das Finanças, Fernando Aguiar, chairman do então Instituto de Supervisão de Seguros, Leonel Serra – primeiro director-geral da ENSA –, Ana Edith Abreu, entre outros.

“Estes quadros trabalharam com afinco para que o mercado dos seguros caminhasse e fosse um sucesso no País, uma vez que os técnicos que trabalhavam no sector eram maioritariamente portugueses e tiveram de abandonar o País”, explica.

Com efeito, Gabriel Cangueza frisa que o exíguo número de profissionais nacionais que restou teve de fazer esforços suplementares. Acentua ainda que,com conhecimento e alguma formação que receberam dos seus antigos gestores, os homenageados revitalizaram o sector e hoje são considerados os heróis dos seguros em Angola.

Prémio Nacional de Seguros

Na mesma ocasião foi lançado o Prémio Nacional de Seguros, que visa incentivar os profissionais da classe a trabalharem, e a divulgarem cada vez mais, e com maior atenção, a actividade seguradora no País.

A distinção conta com quatro categorias, entre elas o Prémio de Jornalismo em Seguros, que tem que ver com a actividade dos jornalistas no dia-a-dia, no que toca a produção e divulgação de matérias referentes à actividade seguradora nacional.

A outra categoria tem que ver com a governança corporativa referente à própria gestão das seguradoras, “pois sabemos que cada vez mais o nosso mercado está em desenvolvimento e é preciso alinharmos a nossa gestão às práticas internacionais. Daí que olhemos para as seguradoras a fim de incentivá-las com as melhores práticas de gestão”, completou o director adjunto da ASFP, Júlio Matias.

Existe também o Prémio Corretor de Seguros, que é o intermediário entre o cliente e a seguradora. Segundo Júlio Matias, é necessário que o corretor comece a prestar bons serviços relativamente à questão do pagamento de impostos, da boa cobrança de prémios, em relação ao esclarecimento junto do segurado sobre os produtos contratados, por exemplo.

Outro prémio está ligado ao técnico de seguros. Ou seja, a distinção está ligada à prática dos seguros, por ser uma actividade do sector financeiro não-bancário, contando com profissionais que, muitas vezes, são confundidos com comerciais, correctores ou mediadores.
“Vale lembrar que os técnicos de seguros são aquelas pessoas que no dia-a-dia têm a tarefa de produzir aquilo que vai de acordo às necessidades das pessoas. Estamos a falar da produção de seguros como tal”, disse.

“Tomamos o exemplo do seguro vida ou de saúde. Como são produzidos esses produtos? Quem são os intervenientes? Então é preciso que essas pessoas estejam capacitadas e sejam incentivadas”, explica Júlio Matias. “E é o incentivo ao capital humano que faz com que as empresas se desenvolvam e prestem um melhor serviço à população”, conclui o director ajunto.

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