Mercado

Peso do crédito no activo aumenta 38% em 2016

27/10/2017 - 11:26, Banca

Lucro global da banca nacional subiu 55% em 2016, face a 2015. Millennium Atlântico ascendeu à segunda posição no crédito a clientes.

Por Fernando Baxi

O peso do crédito a clientes na estrutura global de activos na banca angolana subiu 38% em 2016, face a 2015, mas manteve-se aquém dos valores registados em mercados mais maduros, como África do Sul ou EUA, revela a edição de 2017 do estudo ‘Banca em Análise’, da Deloitte Angola.

O documento, divulgado quinta- -feira passada em Luanda, refere também que houve pouca alteração na estrutura de fundo activo, tendo-se verificado “uma ligeira diminuição do peso dos depósitos de clientes, de 75% para 73%”.

O valor global dos activos das instituições bancárias analisadas (um total de 24) é de cerca de 8,7 mil milhões Kz, sendo que 73% do montante estão concentrados nos cinco maiores bancos (BPC, BAI, BFA, BIC e BMA). Segundo a Deloitte, este indicador subiu 23% face ao ano anterior.

Crédito aumentou 12%

A concessão de crédito líquido ascendeu a cerca de 3,1 mil milhões Kz, um crescimento de 12%, face a 2015, refere o ‘Banca em Análise’, dando conta de que a repartição do crédito por moeda nacional e estrangeira sofreu alterações, com o crédito em kwanzas a subir 5 pontos percentuais.

“Os créditos contratados após Junho de 2011 que sejam indexados ou denominados em moeda estrangeira podem ser reembolsados pelos clientes em kwanzas”, refere a 12.ª edição do estudo, cuja apresentação coube a José Barata, sócio e líder do sector de Serviços Financeiros da Deloitte Angola. O BPC detém a maior quota de crédito, com 1,1 biliões Kz. O Banco Millennium Atlântico (BMA) tornou-se no segundo maior credor  no sistema financeiro nacional, com uma carteira calculada em cerca de 447 mil milhões Kz, tendo ultrapassado o BIC e o BAI no ranking.

“No que se refere ao rácio de crédito vencido, de acordo com  as  demonstrações financeiras, manteve–se praticamente constante, face ao período homólogo anterior”, diz o documento.

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