Mercado

Seguro de engenharia ainda revela níveis baixos de adesão

28/02/2017 - 08:20, Banca

O seguro de engenharia de construção actua em cinco produtos, nomeadamente a construção, montagem, máquinas e equipamentos, quebras de máquinas e equipamentos electrónicos.

Por Líria Jerusa

liria.jerusa@mediarumo.co.ao 

O seguro de engenharia de construção ainda revela níveis baixos de adesão por parte dos empreiteiros e donos de obras, segundo a avaliação de Pascoal Diogo, analista de riscos patrimoniais e responsabilidade civil.

Em declarações ao Mercado, à margem do workshop sobre o assunto, realizado nesta semana em Luanda, Pascoal Diogo disse que a falta de adesão a este tipo de apólice se deve à débil divulgação do produto.

“Há necessidade de se dar a conhecer às empresas este tipo de seguro, pois, apesar de existir há mais de 40 anos no mercado nacional, ainda é pouco divulgado e aderido”, considerou o técnico.

Por outro lado, o analista chama a atenção para a importância da utilidade deste tipo de seguro, pois, “para além de dar suporte técnico a obras, serve também de garantia de segurança para a própria sociedade”.

“Em sociedades industrializadas, não se faz qualquer obra sem o seguro de engenharia estar presente, isto porque o seguro acaba por desempenhar o papel de suporte técnico e também o de protector da obra, assim como garante do bem-estar do meio social em que estiver a ser erguida”, sublinhou.

Segundo ele, um dos grandes objectivos do seguro de engenharia de construção é, além de resguardar os proprietários da obra, salvaguardar os empreiteiros, pois permite maior flexibilidade no orçamento. “Existem riscos inerentes às obras que são transferidos para as seguradoras.”

Pascoal Diogo disse também que a falta de divulgação deste tipo de produto torna-o menos rentável, comparativamente a outros, como o de obrigatoriedade e o de multirrisco habitacional, que, apesar de não ter a taxa mais rentável, tem apresentado um bom comportamento.

“Numa escala de um a dez, o seguro de engenheira de construção ocupa a oitava posição, porque as pessoas ainda não conhecem o produto, tornando-o pouco aderido. Insisto em dizer que o mesmo deve ser mais promovido”, afirmou.

O seguro de engenharia de construção actua em cinco produtos: construção, montagem, máquinas e equipamentos, quebras de máquinas e equipamentos electrónicos.

Sobre o workshop

A Academia de Seguros e Fundo de Pensões realizou nesta semana um workshop sobre seguro de engenharia onde estiveram presentes mais 30 formandos de diversas seguradoras.

Segundo Júlio Matias, director adjunto da ASFP, o workshopé uma mais–valia, não só para a academia, que uma vez disponibilizará técnicos nesta área para o mercado, mas também para os empreiteiros, porque poderão conhecer os benefícios deste tipo de seguro.

“Não podemos continuar a correr riscos. Vamos todos aderir à subscrição de uma apólice de engenharia de construção e outros seguros para salvaguardar os interesses dos financiamentos e evitar danos dolorosos para as famílias”, aconselhou.

Apesar de ser a primeira vez que a academia realiza este tipo de workshop, não o invalidou de ser bem–sucedido, tendo em conta a adesão e o interesse por parte dos formandos em conhecer mais sobre este tipo de apólice.

Com a realização desta formação, segundo Pascoal Diogo, a academia dá o próximo curso de engenharia avançada em Angola, que poderá ser leccionado em duas semanas com direito a uma visita à barragem de Laúca.

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