Mercado

Seguros para menores são quase desconhecidos em Angola

09/06/2017 - 16:39, Banca

Nem todas as companhias oferecem seguros específicos para crianças, mas este é um produto que deve ser uma aposta do mercado, defendem responsáveis de seguradoras.

Por Estêvão Martins

estevao.martins@mediarumo.co.ao 

Os seguros destinados a crianças devem ser mais publicitados, pois são desconhecidos pela maioria da população, defendem responsáveis de seguradoras. Uma pesquisa feita pelo Mercado nos websites das principais seguradoras angolanas verificou que nem todas têm esta oferta, muito comum, por exemplo, em vários países da Europa. Mas é um mercado por explorar.

A BIC Seguros é uma das que têm uma oferta específica para crianças. O objectivo é protegê-las até das suas traquinices ou brincadeiras, ou de acidentes motivados por distracções próprias da idade, visando a sua segurança na escola, em férias, ou mesmo em casa.

Ao Mercado, a CEO da companhia, Fátima Monteiro, explica que a oferta inclui a cobertura de danos corporais derivados de acidentes (seguro de acidentes pessoais), danos causados a terceiros (seguro de responsabilidade civil familiar) e danos ou ferimentos ocorridos em ambiente escolar (seguro escolar).
O nível de adesão, admite a gestora, é ainda muito baixo. “Temos a certeza de que a protecção dos filhos é a prioridade de todos os pais, por isso, julgamos que esta fraca adesão se prende mais com a falta de informação e de conhecimento sobre a existência e oferta deste tipo de seguros do que com outros factores”, afirma a CEO.

Por isso, defende, é necessário continuar a desenvolver acções de informação e de divulgação deste tipo de produtos “tão importantes para a protecção das crianças e do património familiar”.

“As crianças são crianças em qualquer parte do mundo, e a traquinice e a distracção fazem parte da essência de qualquer menor”, lembra. “Por mais cuidadosos que sejam os pais, não conseguem controlar todos os perigos do dia-a-dia” dos filhos, acrescenta Fátima Monteiro.

Assim, tudo quanto a sociedade puder fazer, no sentido de proteger as crianças, incluindo a protecção por intermédio dos seguros, constitui, com certeza, “uma prioridade” de todos. “Estamos no ‘mês da criança’, e todas as acções que sejam fomentadas para a protecção familiar contribuirão para se dar um passo em frente na divulgação deste tipo de produtos de seguro tão importantes e fundamentais em qualquer sociedade”, diz.

Américo Ferreira, director de Gestão de Risco da Bonws Seguros, vai mais ao longe, defendendo que este tipo de seguros devia ter carácter obrigatório, sendo os prémios suportados pelos encarregados de educação e pelos responsáveis dos estabelecimentos de ensino. Assim, diz, haveria “garantia do ressarcimento de despesas oriundas da materialização dos riscos inesperados, sejam corporais, sejam materiais, pela seguradora”.

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