Mercado

“Brokers trazem valor acrescentado á relação seguradora-cliente”

06/11/2017 - 09:51, Seguros

A actividade deste sector e dos fundos de pensões é fundamental para o desenvolvimento não apenas do mercado de seguros, mas da economia num todo.

Por Estêvão Martins

estevao.martins@mediarumo.co.ao

Os mediadores e brokers, ou correctores, de seguros são uma componente “importante e fundamental” do mercado segurador em qualquer parte do mundo, trazendo valor acrescentado à relação entre companhias e clientes, defende, ao Mercado, a CEO do BIC Seguros.

Fátima Monteiro afirma que os mediadores e correctores, “conhecendo bem os seus clientes, têm um papel importante na colocação dos riscos adequados ao seu trabalho, ajudando, deste modo, as seguradoras a apresentarem propostas perfeitamente enquadradas às necessidades de protecção” registadas no mercado.

A importância de um mediador ou corrector pode medir-se, acrescenta, pelas “escolhas conscientes  que apresenta ao cliente, trazendo necessariamente  oportunidades  de negócio às companhias”.

O BIC Seguros, adianta, trabalha com “profissionais conhecedores do mercado”, no quadro do “árduo trabalho de mediação, traduzido no encontro de expectativas entre ambas as partes – cliente e empresa)”. Esta estratégia, explica, ajuda todos os intervenientes “a tomarem as decisões mais acertadas em torno do que é realmente importante, que é a protecção e conforto do cliente”.

De acordo com a CEO da companhia, a relação que a BIC Seguros mantém com todos os players, incluindo mediadores e correctores, tem sido “perfeitamente alinhada com aquilo que são as necessárias e adequadas regras de um mercado ético”.

Actividade primordial

A actividade deste sector e dos fundos de pensões, explica, é “fundamental para o desenvolvimento não apenas do mercado de seguros, mas da economia num todo”.

Para Fátima Monteiro, no que respeita à companhia de que é responsável, os mediadores e correctores de seguros “têm um contributo fulcral e desempenham um papel importante no desenvolvimento da actividade diária”. “Trabalhamos com diversos parceiros desta área, e constituem uma mais-valia para o bom desempenho do BIC Seguros”, assegura.

Quanto à situação actual do País, na qual muitos mediadores e correctores deixaram de fazer negócios, por conta das dificuldades financeiras por que passam as empresas e devido à atracção de clientes por parte das companhias de seguros, de forma directa, Fátima Monteiro nota que a estratégia do BIC Seguros passa por “encetar parcerias de futuro e longo prazo”.

“Isto deverá ser feito seja com clientes directos, seja com parceiros institucionais, como os mediadores e correctores”, diz. Por outro lado, explica, face à baixa penetração dos seguros no mercado, é “ bastante redutor e nada ético atrair, de forma directa, clientes que estejam bem assessorados por mediadores e/ou correctores”. As seguradoras, defende, têm “a responsabilidade social de captar clientes particulares e clientes-empresas, sem qualquer tipo de protecção proporcionada pelos produtos de seguro, contribuindo assim para um mercado mais robusto, mais protegido e, consequentemente, mais sofisticado”.

Contributo de 25%
Quanto ao contributo do sector da mediação e corretagem na arrecadação de prémios para a seguradora, a responsável do BIC Seguros assegura que, em termos de produção total da companhia, ronda os 25%. “Como já é sobejamente conhecido, a grande força de distribuição do BIC Seguros são as quase 230 agências do Banco BIC espalhadas pelo País”, afirma.

O projecto BIC Seguros, lembra Fátima Monteiro ao nosso jornal, sempre teve “como objectivo fundamental a implementação e consolidação da bancassurance em Angola, o que se traduz, naturalmente, numa grande aposta de comercialização via este canal preferencial”, explica.

Questionada sobre a quantidade de mediadores e correctores com quem trabalha, Fátima Monteiro sublinha: “Mais importante do que o número de profissionais, acreditamos que o factor-chave é a qualidade do serviço que ambos – mediadores/ /correctores e BIC Seguros – prestam ao cliente.” “Estamos muito satisfeitos com as parcerias que temos actualmente em vigor, trabalhando com todos as empresas e profissionais de referência no sector”, diz, garantindo que existe “uma relação de confiança mútua entre todas as partes e, quando assim acontece, é o cliente é o principal beneficiado”.

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