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Como funcionam os seguros e quais os seus benefícios

14/02/2017 - 11:17, featured, Seguros

O seguro é uma pedra fundamental da vida contemporânea. Sem o seguro, muitos aspectos da sociedade e da economia no quotidiano não poderiam funcionar.

Por Caco Ferraz*

A indústria de seguros oferece cobertura para riscos económicos, climáticos, tecnológicos, políticos e demográficos que possibilitam aos indivíduos levarem a sua vida diária e às empresas operarem, inovarem e desenvolverem-se.

A despeito disso, o modo como o seguro funciona e o seu valor não são sempre bem compreendidos. Aqui vai a explicação de como o seguro funciona, do seu valor e dos benefícios que o seguro pode oferecer.

Seguro é transferência de risco, um processo no qual se transfere o risco de perdas financeiras resultantes de eventos especificados, mas imprevisíveis, de um indivíduo ou entidade para uma seguradora, em troca de uma taxa ou prémio.

Se um evento especificado ocorrer, o indivíduo ou entidade pode exigir compensação ou um serviço da seguradora.

O seguro é um meio de reduzir a incerteza. Em troca da aquisição de uma apólice por um prémio menor e conhecido, remove-se a possibilidade de uma perda maior. Reunindo prémios e eventos segurados, o impacto financeiro de um evento que poderia ser desastroso para um titular de apólice é distribuído entre os integrantes de um grupo maior.

O seguro contemporâneo – embora baseado em um princípio muito simples – é um mecanismo extremamente sofisticado de transferência de risco que se apresenta sob diversas formas.

O seguro desenvolveu-se ao longo de muitos séculos. Começou com o seguro marítimo puro, por meio do qual mercadores concordavam em contribuir com os que sofriam uma perda depois que ela tivesse ocorrido.

O problema desse sistema é que não transferia completamente a incerteza; os mercadores nunca sabiam quanto poderiam ter de pagar.

O seguro contemporâneo desenvolveu se desde então, e hoje os titulares de apólices sabem de antemão a extensão completa da parcela da perda com a qual arcam. O valor dessa certeza para indivíduos, sociedade e economia é imenso.

Com efeito, pode afirmar-se que a sociedade contemporânea não poderia funcionar sem o seguro. Muitas actividades diárias que passam despercebidas envolvem alguns riscos de perdas e não poderiam ser desenvolvidas se não fosse pelo seguro.

Como as seguradoras analisam um risco?

O processo mediante o qual um risco de um titular de apólice é analisado é chamado subscrição. O prémio e os termos do contrato de seguro são baseados na análise do nível de risco feita pela seguradora.

Cada indivíduo ou entidade que deseja ser segurada traz um nível diferente de risco para a seguradora; uma casa de madeira apresenta maior risco de incêndio do que uma feita de tijolos, por exemplo. Para garantir que cada segurado pague um prémio justo, as seguradoras utilizam uma série de factores de classificação para analisar o nível de risco. Em geral, quanto maior o risco, maior o prémio.

O processo de subscrição varia de seguradora para seguradora, dependendo, por exemplo, do nível de risco que estão preparadas para aceitar.

O que é resseguro?

Explicado de maneira simples, resseguro é o seguro para seguradoras. Assim como o seguro, o resseguro reduz o risco de perda de uma seguradora por compartilhar o risco com uma ou mais seguradoras.

O resseguro funciona geralmente ao transferir uma porção de um risco particularmente alto que foi subscrito por uma seguradora – resseguro facultativo –, ou ao transferir uma porção de toda a carteira de riscos – resseguro de tratado – para uma resseguradora em troca de uma parcela do prémio original.

No caso de ocorrer um sinistro, a resseguradora compensa a seguradora pela sua parcela do risco.

A compensação financeira que seria exigida no caso de um acidente de avião de uma companhia aérea, porexemplo, poderia ser grande de mais para uma única seguradora, então o resseguro é utilizado para reduzir a perda.

* com Insurance Europe, Federação de Seguradoras e Resseguradoras da Europa.

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