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ENSA cresce mais de 50% e reduz taxa de sinistralidade

24/01/2017 - 09:03, Seguros

O facto é justificado pela prática de um conjunto de acções no sentido de fazer face às adversidades que o País vive.

Por Estêvão Martins

estevao.martins@mediarumo.co.ao 

A Empresa Nacional de Seguros de Angola (ENSA) apresentou níveis de crescimento superiores a 50% no exercício económico 2016, anunciou recentemente ao Mercado o chairman da companhia, Manuel Gonçalves, quando fazia o balanço da actividade realizada pela companhia naquele ano.

“Ainda não temos as contas de 2016 fechadas, mas constatamos das campanhas que realizamos, comparativamente aos anos anteriores, um crescimento muito significativo, inclusive superior a 50%”, declarou.

O facto, segundo o responsável, é justificado pela prática de um conjunto de acções no sentido de fazer face às adversidades que vive o País. Manuel Gonçalves referia-se às campanhas direccionadas e a produtos concretos.

Trata-se da realização de uma série de campanhas conducentes a aumentar as vendas e a prestar um serviço de maior qualidade aos segurados.
Outra nota importante é a diminuição, em grande medida, das taxas de sinistralidade em alguns produtos mais críticos, como é o caso do seguro de saúde, em consequência da implementação de uma gestão mais rigorosa do produto.

“Tivemos um ano bastante difícil, em que o País foi marcado por um fraco crescimento. Sendo a actividade seguradora transversal a toda a economia, sofreu igualmente algum impacto fruto da diminuição do crescimento económico global”, disse, reiterando que ainda assim a ENSA apresentou resultados positivos.
Com efeito, de acordo com o chairmanda única seguradora pública do País, foram igualmente criados serviços que permitem a facilitação dos tomadores de seguros, tanto em matéria de acesso aos produtos como em relação à facilitação dos moldes de pagamento dos prémios de seguros.

Manuel Gonçalves referia-se concretamente à ADC – Autorização de Débito em Conta, serviço que tem como objectivo o pagamento de produtos de seguros em contribuições, trimestrais, semestrais e inclusive mensais até 12 prestações, lançado no primeiro trimestre do ano transacto.

Por outro lado, a seguradora procurou, conforme explica, medidas muito vigorosas para a redução dos custos, havendo nesta altura um equilíbrio muito grande entre as receitas e as despesas, com níveis de solvabilidade adequados às responsabilidades da instituição.

Governança corporativa

No que concerne à governança corporativas nos seguros, Manuel Gonçalves lembra que o objectivo fundamental de uma seguradora é exactamente o da garantia de solvabilidade, sendo igualmente uma questão de protecção dos segurados.

Explica ainda que, em última instância, os tomadores de seguros recorrem às companhias, com o objectivo de proteger os seus bens, e numa situação de crise torna-se mais necessária ainda a protecção do património, dos activos pessoais e patrimoniais das diversas empresa e particulares.

Assim sendo, o homem forte da ENSA destaca que a governança corporativa é uma das preocupações fundamentais a nível da seguradora, exactamente por ser uma empresa de gestão de riscos.

Daí, conforme nota, é imperioso haver uma adequada relação entre os riscos geridos pela seguradora, entre riscos de mercado, riscos operacionais e a liquidez da empresa e o seu capital.

“Sem dúvida que temos os diversos pilares essenciais para uma adequada gestão corporativa em matéria de seguros. Temos todos os órgãos essenciais a nível da administração, no que toca à gestão, fiscalização, controlo e auditoria interna e externa.”

Questionado sobre a adopção da governança corporativa como forma de gestão da seguradora, a fonte do Mercado indica que a instituição que dirige possui a indicação de órgãos de compliance e detém toda uma estrutura de análise e gestão de risco.

“Temos também um conjunto de comités de gestão aos mais diversos níveis, que nos permite avaliar os temas de natureza operacional, temas relacionados com o negócio, com as finanças, com as tecnologias e com os recursos humanos”, ressalta.

Reafirma que a ENSA está devidamente estruturada, no sentido de controlar o risco da organização e fazer a devida adequação com as outras componentes da empresa, por forma a assegurar que esteja permanentemente solvente .

O fim é que ela possa assumir cabalmente as suas responsabilidades perante os segurados, segundo Manuel Gonçalves.

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