Mercado

Novos contratos petrolíferos asseguram crescimento da ENSA

24/01/2018 - 08:30, featured, Seguros

Seguradora estatal deve fechar contas de 2017 com 12% de crescimento, em linha com o plano estratégico.

Por Estêvão Martins

estevao.martins@mediarumo.co.ao
A ENSA Seguros obteve, nos primeiros nove meses do ano transacto, resultados líquidos  avaliados  em 669,2 milhões Kz, num total de 37,9 mil milhões Kz de prémios brutos emitidos, indicou nesta semana o chairman da companhia. Manuel Gonçalves acredita, ainda, que os três grandes concursos alusivos ao sector petrolífero, da qual a ENSA saiu vencedora, em Dezembro último, vão potenciar as contas da empresa e manter o nível de crescimento em 2018. “Estes três contractos demonstram o rigor, o dinamismo e as potencialidades que a nossa empresa tem, ao concorrer com as demais empresas internas do sector”, confia.

Durante os três primeiros trimestres de 2017, os custos com indemnizações a clientes foram de 21 mil milhões Kz. O responsável refere que em 2016 a ENSA teve um crescimento de 11%, em termos de prémios brutos emitidos, e um crescimento de 44% no que concerne a resultados líquidos.

No entanto, para 2017, apesar de estar ainda a decorrer o processo de fecho de contas, a previsão de crescimento da seguradora está em linha ao plano estratégico e de negócios da empresa, que é de 12%, segundo Manuel Gonçalves. Esta, aliás, como destaca, tem sido a média de crescimento habitual, mesmo em situação de crise, o que é bastante satisfatório para uma companhia que quer manter-se na liderança do mercado.

Desafios

Um dos desafios da ENSA para os próximos anos, que estão alinhados aos seus objectivos estratégicos, tem que ver com a qualidade dos quadros, não da companhia, mas também do sector segurador, de uma maneira geral. O segundo desafio, aponta Manuel Gonçalves, está relacionado com o aumento da cultura de seguros do País. Acrescenta que o terceiro são aqueles que decorrem das crises cíclicas que vão acontecendo na economia e que afectam, de forma particular, o sector segurador e diminui o poder de compra da população, por exemplo.

A seguradora tem ainda, entre os seus desafios, continuar a atrair a gestão de mais fundos de pensões fechados, por forma desenvolver o mercado e garantir uma vida futura sem percalços aos seus participantes. Em relação ao co-seguro dos petróleos, da qual a ENSA é líder, o responsável máximo da seguradora diz que aguarda pela definição do modelo futuro de gestão por conta da ARSEG. “Enquanto isto, vamos continuar a
liderar uma partilha de riscos com os moldes antigos em que participam as demais seguradoras”, esclarece. Para o seguro agrícola, Manuel Gonçalves confirma ter recebido a autorização da ARSEG para comercialização do seguro fora do programa-piloto à cargo do regulador. Neste âmbito, conforme observa, a ENSA já deu início ao processo de auscultação e contratação de empresários agrícolas para a operacionalização do projecto.

Grupo ENSA

Longe dos seguros, existe o grupo ENSA, que tem cerca de 14 presenças em diferentes ramos de actividade, como a banca, imobiliário, entre outros. A título de exemplo, Manuel Gonçalves lembra que a empresa que dirige detém 40% do capital do Standard Chartered Bank Angola, sendo ela (a ENSA) a única accionista nacional do primeiro banco verdadeiramente internacional  presente  no País.

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