Mercado

Protteja Seguros lança loja virtual para particulares

13/11/2017 - 14:45, Seguros

Companhia aposta em plataformas electrónicas para alargar a base de clientes. Nova sede inaugurada nesta semana.

A Protteja Seguros acaba de lançar no mercado a loja virtual para particulares, uma plataforma online para a venda de produtos de seguros, com menos custos face aos seguros adquiridos numa dependência física.

De acordo com Kianda Trozo, assessor da administração da Protteja, trata-se de uma “solução tecnológica e uma inovação no mercado, antes disponível apenas para mediadores”.
O cliente, explicou, sem sair de casa, pode contratar o serviço, através de processos simples, que “permitem uma interacção plena com a seguradora e os seus produtos”. Nesta  plataforma,  adiantou,  o cliente  pode  efectuar  operações, como simulações, emissões de apólices, reemissões de segundas vias de documentos e participação de sinistros, podendo fazer os pagamentos na rede Multicaixa.

Além de facilitar o pagamento a partir do exterior do País, o canal disponibiliza igualmente formulários rápidos de interacção com o cliente, com custos mais competitivos. Como inovação, Kianda Trozo refere ainda que é possível também efectuar pagamentos via internet banking, tal como por cheque enviado à companhia.

De forma automática, explicou, o cliente recebe as referências e as coordenadas bancárias e pode fazer o pagamento, depois de uma ligação do call center. Ou seja, pode receber a apólice via e-mail. Se preferir, pode dirigir-se a uma agência e receber a apólice em papel. Ainda que o cliente não envie o recibo do pagamento à seguradora por e-mail, é possível identificá-lo, pois o sistema regista todos os movimentos, uma vez que está conectado à EMIS, no caso do uso de um ATM, assegurou Kianda Trozo. “É um desafio, uma mudança de paradigma, que trará vantagens de uma forma geral para todos, segundo aquilo que são as exigências do regulador, do público e dos parceiros”, destacou. Para Kianda Trozo, não faz sentido, no estágio actual de desenvolvimento tecnológico, que os produtos com preços fixos e com condições bem definidas sejam adquiridos só nas dependências das agências das seguradoras.

Crescimento em curso

Por seu lado, o director comercial apontou que, este ano, a companhia deverá manter o volume de prémios alcançado em 2016, ou ter um ligeiro crescimento. “As nossas perspectivas eram maiores, mas a economia continua estagnada e não há muita margem de crescimento”, disse Pedro Galha.
O responsável afirmou que a Protteja Seguros perspectiva fechar alguns negócios até Dezembro, podendo superar as expectativas e alcançar a cifra de mais de 1000 milhões Kz de prémios brutos emitidos do ano transacto.

Ao Mercado, Pedro Galha destacou que a companhia, durante este ano, teve um “crescimento considerável” no segmento corparate, devido ao desempenho da actividade de mediação. Para além dos produtos-âncora, designadamente os seguros de saúde e automóvel, a companhia regista crescimento no segmento de acidentes de trabalho e doenças profissionais. Em geral, Pedro Galha considerou que 2017 tem sido “muito especial” para a seguradora, por duas razões.

Primeiro, explicou, o mercado segurador “está a crescer em termos de players”, o que representa, por si só, um “desafio muito grande”. Para não ficar atrás da concorrência, a companhia esteve empenhada na criação dos produtos e serviços que mais se adequam aos clientes – mas diferenciados face a outras companhias.A segunda situação diz respeito ao próprio crescimento orgânico da empresa, que dispõe de um novo edifício-sede, com loja de vendas, na Samba inaugurado nesta semana. Antes, foi inaugurada uma agência no Lar do Patriota, também em Luanda. “As nossas instalações vão permitir um crescimento dentro daquilo que é a organização interna dos colaboradores, que dispõem de melhores condições de trabalho para receber os nossos clientes e parceiros”, disse, frisando que, até ao fim deste mês, a companhia terá à disposição, para a comercialização de seguros, uma unidade móvel, que vai operar igualmente nas centralidades. Ainda como forma de expandir os negócios, em breve serão abertas agências no Sul do País, nomeadamente nas províncias do Huambo, Huíla  e  Benguela,  revelou  Pedro  Galha.

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