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Seguro escolar deve cobrir um milhão de alunos em três anos

31/01/2018 - 10:46, Seguros

Para este ano lectivo, que tem início no próximo mês de Fevereiro, a ANEP pretende envolver cerca de 200 colégios.

Por Estevão Martins

estevao.martins@mediarumo.co.ao 

O seguro escolar de recursos, nossos próximos três anos, um universo de mais de um milhão de alunos, nos cerca de 1400 colégios particulares existentes a nível nacional, revela o presidente da Associação Nacional para o Ensino Privado (ANEP).

O seguro escolar, lançado em Agosto do ano transativo, cobriu apenas, de forma experimental, 20 colégios da capital do País, e os resultados, foram positivos, diz António Pacavira, presidente da ANEP, em entrevista ao Mercado.

No entanto, para este ano lectivo, que tem início no próximo mês de Fevereiro, a ANEP, diz Pacavira, pretende envolver cerca de 200 colégios, sendo que, neste momento, já aderiram ao programa aproximadamente 180, de várias regiões do País.

O responsável indica que as instituições escolares que não aderirem ao programa, até Fevereiro, já não poderão fazê-lo neste ano lectivo. E lembra que, ao longo deste ano, a ENSA, a companhia com a qual foi assinado o protocolo de cooperação, vai formar o pessoal das escolas que vão entrar no sistema.

“Não é possível os colégios furtarem-se a aderir ao projecto, porque o seguro servirá também de garantia para os encarregados de educação, que vão preferir matricular os seus filhos em escolas com maiores garantias de segurança”, acrescenta.

Segundo António Pacavira, o seguro escolar faz parte do projeto de desenvolvimento do ensino particular, não é o que quer para a segurança nos recintos escolares. Trata-se, particular, da segurança física, eletrônica, e variante do seguro que é estabelecido para tornar-se obrigatória pela força do contrato entre as escolas e os encarregados de educação.

Neste caso, adianta o líder associativo, o valor do seguro, equivalente a 3700 Kz anuais, correspondente à apólice mais barata, é pago no acto da confirmação ou da matrícula dos alunos. O valor máximo do seguro, igual a 8500 Kz, protege o segurado, em caso de morte, com as despesas de funeral, adianta.

Assim, explica António Pacavira, os alunos passam a ter um direito adquirido, com o benefício de estarem protegidos em caso de acidentes. E somos salvaguardados os danos causados ​​em um aluno se envolver em uma situação que resulte em danos para a instituição.

Outras ocorrências, como em aulas de educação física, laboratórios, natação, balé, entre outras, que ocorram no recinto escolar o seguro, também estão cobertas.

Pacavira lembra que, durante o ano lectivo, os alunos, muitas vezes, danificam carteiras, quebram vidros ou destroem equipamentos, inclusive computadores. E há também casos de alunos que são levados ao hospital por diversas razões, como as famílias ou a escola tem de arcar com como despesas.

António Pacavira nota que o seguro é também extensivo à cobertura de eventuais danos que venham a encontro aos segurados durante o trajecto escola-casa ou vice-versa, quer dentro do transporte escolar, quer familiar.

Formação necessária

Segundo o dirigente da ANEP, o protocolo assinado com a ENSA, por forma a operacionalizar o seguro, prevê várias fases. A primeira tem que ver com uma formação, não é uma área da qual técnica técnica e financeira para a preparação de serviços para o pessoal da secretaria dos colégios, que trabalha diretamente com o seguro.

“É um processo inovador no País, e estamos a providenciar a segurança e o conforto aos alunos e as suas famílias, transferindo os riscos, que antes são suportados por escola ou encarregados de educação, para uma seguradora”, enfatiza. Para o responsável, os dados recolhidos pela ANEP indicam que, num colégio de mil alunos, por exemplo, acontecem, um mês, 10 a 20 incidentes. Nas instituciones com 500 alunos, uma mídia situa-se em 0 a 10 casos.

Afirma igualmente que, dentro de 15 dias, um ANEP ea ENSA farão o primeiro balanço dos primeiros cinco meses de atividade, seguindo-se uma entrega dos direitos de utentes, no caso, os alunos.

Para o projeto, a ENSA dispõe de 72 clínicas em todo o País, assinala o responsável, e como partes realizaram um mapeamento para apurar como mais próximas, ou aquelas que distam menos de três quilómetros de cada instituição de ensino.

Em relação à extensão do programa a outros mercados de seguros, António Pacavira destaca que, no momento, uma entidade que não tem contrato de exclusividade com a ENSA.

Refere que outras empresas, e também corretores, que já tenha contato com o ANEP.

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