Mercado

By AE aposta no fabrico de jóias de ouro para o mercado nacional

03/09/2015 - 18:20, Business, Consumo

A empresa angolana By AE aposta no fabrico de jóias no País, num investimento orçado em mais de 5 milhões USD.

Por Agostinho Rodrigues | Fotografia Njoi Fontes

A By AE dispõe de uma pequena unidade produtiva de ourivesaria, joalharias e similares em Talatona, Luanda, isto numa primeira fase, perspectivando a sua ampliação no curto prazo.
Os materiais, no caso o ouro 19,2 quilates de 800 milésimas (possui geralmente 80% de teor de ouro e o restante ligas metálicas) e também diamantes, provêm de Portugal, mas a empresa tem contactos avançados para produzir com matéria-prima nacional.
“Não vendemos outro tipo de ouro para evitar confusão ao nosso consumidor, porque existe o de 375 milésimas, que é mais cobre e prata que ouro, o 575 e 750 milésimas, que é vendido no Dubai e outros pontos do mundo”, diz ao Mercado Álvaro Freitas, CEO da By AE e responsável da empresa portuguesa Ouronor, salientando que o de 800 milésimas “é ouro mais puro”.
A By AE é parceira da Ouronor, uma empresa com créditos firmados no mercado português e europeu. Iniciou actividades em Outubro do ano passado, com um investimento inicial de 5 milhões de euros (5,6 milhões USD). “Realizámos uma feira em Luanda em 2008 e, a partir desta altura, ficámos com a ideia de nos concentrarmos em Angola.”
Num período de dois anos, perspectiva o CEO da empresa, as jóias serão totalmente produzidas no País e com matéria-prima nacional, pois “já produzimos peças cá, mas, neste momento, temos o apoio de produtos que provêm de Portugal”.
A aposta na matéria-prima nacional, para breve, permitirá múltiplas vantagens como a de “movimentar os rendimentos da empresa no País e proporcionar melhores preços”, disse, face à cotação do ouro no mercado internacional e aos encargos aduaneiros, já que a grama de ouro custa cerca de 6460 Kz (45,7 EUR) e sem imposto, estando a taxa aduaneira a 63%.

Futuro promissor
A capacidade de produção e a aceitação do produto no mercado nacional satisfazem a direcção da empresa, que, segundo o CEO, tem tido muitas solicitações, o que leva a admitir: “Estamos surpreendidos do ponto de vista positivo que as senhoras, e fundamentalmente os homens angolanos, gostem de jóias e fios de ouro”, refere, pois “estamos no lugar certo”. Por isso, adiantou, a empresa vai apostar cada vez mais em produtos masculinos como forma de responder ao que chama “bons gostos do homem angolano”.
A empresa perspectiva um futuro promissor em Angola, pois está mais empenhada localmente que em Portugal, onde tem clientes fidelizados e muito antigos. A By AE, que se diz pioneira na produção de artigos de joalharia no País, proporciona preços que considera aliciantes e competitivos, pois o peso de um artigo é também determinado pelos diamantes que o compõem, e aí todo o detalhe é acertado na avaliação de preços.
“Os preços são equiparados a Portugal e pode existir uma pequena auxiliação que é normal devido aos custos de importação”, reiterou, acrescentando: “Como fabricantes, preferimos ganhar menos e vender mais.” A carteira de preços da By AE tem preços mínimos de 15 mil Kz, para peças de crianças, não tem tecto máximo, mas podem passar dos 495 mil Kz.

Gosta deste artigo? Partilhe!