Mercado

Consórcio Rede Camponesa inicia exportação em Maio

06/02/2017 - 10:14, Business

O evento acontece em Maio próximo na cidade italiana de Rimini e tem como objectivos divulgar e aproximar o País dos grandes players internacionais de produção agrária.

Por Estêvão Martins 

estevao.martins@mediarumo.co.ao 

O Consórcio Rede Camponesa, que reúne nove especialidades de serviços envolvidos no agronegócio, entende que a exportação da produção agrária do País deve merecer a atenção e a aposta dos industriais ligados ao agronegócio no País.

Com efeito, a organização crê que a participação colectiva do País na segunda maior feira de exportação de produtos agrários para a Europa (Macfrut 2017), entre 8 e 15 de Maio próximos na cidade italiana de Rimini, envolvendo alguns ministérios, associações e câmaras de comércio nacionais, é base para a sustentação do projecto.

Gentil Viana, presidente do consórcio, nota que a participação do País na Macfrut 2017 tem como objectivo aproximar o País dos grandes playersinternacionais referentes à produção agrária, oferecendo os produtos de produção nacional.

Em exclusivo ao Mercado, o empresário refere que o País oferece, em grandes quantidades, frutos como manga, abacaxi, abacate, moringa, múcua, papaia, maracujá, entre outros, produtos que podem ser competitivos a nível internacional.

Stand colectivo e workshop

A ideia, adiciona o entrevistado, é procurar captar o interesse daqueles que dominam o mercado europeu e que queiram expandir a sua capacidade de fornecimento de produtos nacionais.

“Vamos organizar um stand colectivo de Angola e um workshop de partenariado no evento.”

Para tal, explica, o Consórcio Rede Camponesa está a levar a cabo uma campanha internacional de busca de parceiros especializados em agronegócio, para a produção, transformação e exportação de produtos de origem tropical, para consumo humano e animal ou ainda para uso cosmético, medicinal ou industrial.

O Consócio tem vindo a receber, todos os dias, empresas interessadas em participar na Macfrut 2017, que é o princípio de um périplo mundial nos próximos 24 meses, que nos levará a outros centros internacionais do agronegócio como o Médio Oriente, Ásia e América do Norte”, afirma, adiantando que a participação colectiva custa 400 mil Kz.

Revela igualmente que o Consórcio Rede Camponesa criou um estatuto de patrocinador honorário, para as entidades com sentido patriótico que queiram apoiar a representação comercial de associações e cooperativas camponesas.

Fazem parte do consórcio departamentos sectoriais do cluster do agronegócio, nomeadamente fornecedores de bens de consumo e insumos, fornecedores de serviços diversos, produtores agrários (organizações camponesas, agricultores e fazendeiros) e transportadores e operadores logísticos.

De acordo com Gentil Viana, a rede engloba também transformadores industriais, distribuidores comerciais, bancos e financiadores, investidores, construtores e gestores imobiliários e instituições colectivas públicas e privadas.
Outros projectos

Conforme aponta, o consórcio, neste momento, possui várias outras operações em curso no País, como é o caso da recolha, compra e exportação de 50 000 toneladas de mandioca seca, fomento, recolha, compra e exportação de 30 000 toneladas de ginguba.

Consta ainda, como diz Gentil Viana, a implementação de uma indústria de embalagem. Por outro lado, o consórcio propõe que todas as empresas que queiram exportar possam beneficiar das facilidades de embalagem, pois o processo de exportação exige, pela lei de cada país, embalagens específicas.

A indústria em causa deverá tomar conhecimento dos países, suas exigências em termos de embalagens, e oferecer aos membros propostas competitivas com prazos, qualidade, quantidade, regularidade e preços sustentáveis aos que pretendem exportar, usando os seus serviços de embalagem.

Outrossim, o responsável destaca que o industrial tem de ter em conta as necessidades dos beneficiários e, em contrapartida, estabelecer que os mesmos devam alocar parte das divisas captadas pelas exportações à compra da matéria-prima no exterior, para que a indústria de embalagem funcione sem quebras de stocks.
“A isto denominamos Operação do Consórcio”, nota. Trata-se, acrescenta, de um trabalho em cadeia, no qual se garante que todos ganhem, tanto colectivamente como individualmente.

“É com este tipo de atitude que devemos construir o sector, e nele devem residir as acções do Consórcio Rede Camponesa, com vantagens que possam viabilizar a competitividade das cadeias produtivas do agronegócio no País”, elucida o presidente do consórcio. Na sua opinião, sem este tipo de sincronização em consórcio, torna-se muito difícil, para a maioria das empresas, vingar isoladamente no mercado internacional.

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