Mercado

Contidis investe 400 milhões USD na rede de hipermercados Candando

12/10/2015 - 15:49, Business, Consumo

A marca quer afirmar-se como um hipermercado de confiança, liderando o mercado alimentar e não alimentar em dez anos.

Por Agostinho Rodrigues | Fotografia Carlos Muyenga

O País contará a partir do primeiro semestre de 2016 com uma nova rede de hipermercados denominado Candando. A marca pertencente à empresa nacional Contidis e resultará de um investimento orçado em 400 milhões USD (mais de 54 mil milhões Kz).

A primeira loja será inaugurada em Luanda, no Shopping Avenida, em Talatona, diz ao Mercado o chief executive officer (CEO ) da Conditis, Miguel Osório. “O total do investimento poderá chegar aos referidos montantes em cinco anos, sendo que o plano é a criação de dez lojas”, revelou.

O responsável avançou ainda que esta unidade terá uma área de 10 mil metros quadrados. “A loja irá apresentar um conceito inovador, juntando as melhores práticas internacionais”, disse. Miguel Osório refere que a segunda unidade será aberta também no próximo ano, depois de consolidado o hipermercado Candando de Talatona.

Todas as unidades estarão na província de Luanda, e serão criados 750 postos de trabalho directos. Candando (que em língua nacional kimbundu significa abraço), a nova rede retalhista que foi apresentada esta semana à imprensa, pretende “oferecer um ambiente de loja diferenciador, que potencie uma melhor experiência de compra, oferecendo mais variedade, melhor qualidade, com preços ajustados ao mercado, fruto de uma estratégia futura de desenvolvimento que assenta na formação dos seus colaboradores”, refere uma nota da empresa.

O CEO disse também que a marca definiu o compromisso de serem diferentes, mas sobretudo melhores em todas as dimensões do negócio e em toda a sua cadeia de valor. A marca surge numa altura em que os maiores concorrentes, Kero e a cadeia sul-africana Shoprite, continuam a expandir a sua presença na capital do País e não só.

“A Candando quer ficar acima desses players, ser líder de mercado, com mais eficácia operacional, com as melhores operações internacionais de retalho, implementando processos e desenvolvendo capacidades de gestão que se traduzam num negócio sólido e sustentável”, disse Miguel Osório.

A venda de produtos made in Angola é um dos objectivos do híper Candando, que, de acordo com o seu programa de apoio ao desenvolvimento, já está a trabalhar junto de produtores de grande e pequena dimensão, para que possam ter nas lojas uma selecção dos melhores produtos nacionais, com a “melhor frescura disponível”.

“Não queremos ser apenas mais um player na indústria, queremos ser a marca de referência em Angola”, disse. Neste sentido, o responsável afirmou que estarão disponíveis e empenhados a trabalhar com os seus fornecedores, ajudando-os a planear o crescimento da sua actividade de forma sustentável, sem perder de vista a qualidade do produto final, privilegiando o desenvolvimento da produção nacional.

“Vamos apostar na agricultura, numa primeira fase, vamos nos juntar àqueles que produzem, potenciá-los para que produzam cada vem mais e melhor”, diz numa alusão de que a produção familiar, a pequena subsistência, é um caminho a seguir, ou seja, é uma franja a ter em conta.

Estratégia assente em dois pilares A nova marca de distribuição é 100% angolana e pertence à Contidis, empresa retalhista do sector alimentar e não alimentar, cuja sócia maioritária é a empresária Isabel dos Santos.

Para alcançar o sucesso, face à concorrência, a marca traçou dois pilares estratégicos: plano de recrutamento e formação ambicioso, que visa captar e potenciar o talento de jovens angolanos; apoio ao crescimento e desenvolvimento da oferta local através de programas de parceira com produtores e empresas instaladas em Angola.

A marca irá investir cerca de 100 mil horas só para o lançamento da primeira loja, abrangendo mais de 650 colaboradores. “Queremos garantir que todos tenham altos níveis de conhecimento, um profundo domínio técnico e que contribuam para um alto desempenho e serviços aos clientes.”

 

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