Mercado

Facebook aposta em satélite que fornece net para África

22/10/2015 - 11:22, Business, Tecnologia

Mark Zuckerberg vai ao fundo da questão. O mercado africano interessa-lhe, por isso há que perceber como pode transmitir Internet em zonas com pouco acesso. Solução à vista. E satélite também. E muitos likes do continente.

Por Nilza Rodrigues | Fotografia Bloomberg

Zuckerberg assume, esta semana, outro grande desafio: fazer com que o Facebook chegue a toda a África Subsariana. Para tal, aliou-se à empresa israelita Spacecom de forma a tirar proveito de toda a capacidade de carga de transmissão de dados (o designado payload) de banda larga do satélite AMOS-6, cujo lançamento está previsto até ao final do ano.
Segundo o próprio, “o Facebook tem vindo a explorar formas de usar aviões e satélites para fornecer Internet. Para conectar as pessoas que vivem em regiões remotas, as infra-estruturas de conectividade tradicional são ineficientes, por isso precisamos de inventar novas tecnologias”.
Zuckerberg fala concretamente de drones. E mais concretamente ainda da menina dos seus olhos, o “Aquila”. Criado no Reino Unido, tem uma asa enorme feita de fibra de carbono e envergadura parecida com a de um Boeing 737.
Apesar de tudo, trata-se de um aparelho leve – com um peso inferior a 450 quilos – e que transmitirá o sinal de Internet por meio de um laser com precisão suficiente para atingir moedas de 5 Kz a 18 km de distância.
Desta forma, os usuários terão acesso gratuito a sites como a Wikipédia, a BBC News e, claro, o Facebook, mas Zuckerberg não disse que iria fornecer o receptor para o sinal de satélite. OCEO explica: “Apenas estou a dar condições para as pessoas acederem ao Facebook em zonas remotas cujo acesso à net é complicado. Tudo o mais tem de ser trabalhado localmente.”
Até há relativamente pouco tempo, a Internet no Quénia era fornecida por satélite no vale do Rift. Quatro grandes cabos de fibra óptica submarinos mudaram radicalmente a forma como o país recebeu a web a partir de 2009 sob a sigla do sistema marinho do Leste Africano (Teams) e, agora, várias empresas de Internet multinacionais têm uma forte presença no país, nomeadamente a Alcatel-Lucent e a Fujitsu.
Segundo o relatório State of the Internet, da Akamai, o crescimento do número de pessoas que acedem à Internet pela primeira vez teve queda e foi de 6,6% em 2014. Portanto, Zuckerberg não terá tarefa fácil, mas o seu compromisso com África é 2016. Like.

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