Mercado

Feira destaca conceito de conferência e exposição

02/12/2016 - 11:19, Business

A feira serviu para mostrar ao mercado que estes momentos de crise são também oportunidades que devem ser aproveitadas.

Por Estêvão Martins

estevao.martins@mediarumo.co.ao 

A realização das edições da Konstrói Angola deverá estar sempre associada a uma conferência, sendo a principal razão da sua realização, além da exposição da indústria de materiais de construção, anunciou ao Mercado o chairman do Grupo Arena, que organizou o certame pela Eventos Arena.

A conferência para esta edição da feira, que decorreu em Luanda, na última semana de Novembro, abordou, nos dois primeiros dias do evento, a importância do Plano Director Geral Metropolitano de Luanda (PDGML), que visa o desenvolvimento da cidade.

Nuno Albernaz revela que esta feira não substitui a Projeckta, que foi adiada para o próximo ano, uma feira que já vai da sua 14.ª edição. “A Konstrói é outro evento e tem um conceito diferente, que é de conferência com exposição”, reforça.

O responsável faz um balanço positivo da exposição, não só pelo momento actual do País, mas também pelos expositores que estiveram presentes, na sua maioria empresas da indústria de materiais de construção.

O evento contou com a participação directa e indirecta de 50 empresas, das quais apenas três estrangeiras, que vieram directamente de Portugal.
Segundo Bruno Albernaz, foi bastante difícil organizar o evento, numa altura em que as principais feiras, inclusive a FILDA, foram canceladas e/ou adiadas para 2017.

“Para nós, enquanto organizadores de feiras e players do sector, este ano foi difícil, mas achamos que não deveríamos deixar de realizar um evento para este sector, no sentido de mostrar que existem cada vez mais empresas que apostam na indústria nacional e na construção de forma particular.”

No seu ponto de vista, a feira serviu para mostrar ao mercado que estes momentos de crise às vezes são oportunidades que surgem que devem ser aproveitadas para reorganizar e encontrar outras alternativas para perspectivar o futuro de outra forma.

“Estamos a sentir que este certame veio dar algum ânimo às empresas e ao sector, principalmente numa altura em que as orientações do Executivo passam pela diversificação e pela criação de alternativas para a economia”, lembra.

Destaca igualmente que a vida é feita de ciclos, e que os empresários têm de ter noção disto e estar preparados e organizados para enfrentar essas fases da melhor maneira possível.

A feira premiou, entre outros, na categoria de melhor participação de materiais de construção, a Ferpinta e, como melhor empresa de máquinas e equipamentos, a Dimetal.

Premiou igualmente, na categoria de melhor produto nacional, a Frabrimetal e, como melhor produto de tecnologia e apoio à construção civil, a Enerser. O prémio de melhor participação Konstrói coube à Alcail.

As empresas

A Socaleiras é uma empresa que se dedica à comercialização de caleiras: material condutor de água para telhados, principalmente para moradias, e matéria-prima para fabricação das mesmas, nomeadamente o alumínio.

É primeira vez que participa numa feira em Angola, e a sua vinda teve como objectivo analisar as condições do mercado para o estabelecimento de parcerias e investimento, segundo Orlando Oliveira, gestor da empresa.

“Esta feira é o ponto de partida. Foram feitos alguns contactos de negócios, com potenciais clientes, e vamos ver o que vai dar nas próximas semanas”, disse, frisando que a intenção é promover os produtos por intermédios desses agentes, com vista à expansão das actividades da empresa.

Com um volume de negócios de 1 milhão EUR/ano, sobre o mercado nacional, Orlando Oliveira nota que há uma precariedade nesta área. Como afirma, estão a ser utilizados materiais de menor qualidade que não o alumínio lacado. Daí que acredita que o seu produto venha a ter uma grande aceitação no mercado.
Por seu lado, Pedro Balo, representante da Conmarfel II, também de Portugal, diz ter vindo participar na feira pela primeira vez por achar que “o mercado angolano, apesar de tudo, continua bastante atractivo”, onde já fizeram algumas obras na área de caixilharia e do vidro.

A empresa, que trabalha em diferentes mercados além de Portugal, como Brasil, Cabo Verde e França, faz arquitectura e construção habitacional no sistema modular, que pode ser com perfis metálicos galvanizados e revestidos com vários materiais que permitem “uma construção mais rápida, eficiente e mais económica”.

“Acreditamos que Angola continua sendo um mercado de oportunidades. Já participámos na Projekta. Fizemos alguns contactos importantes e decidimos voltar a Angola para consolidá-los e entretanto realizar novos”, disse.

Frisa também que as suas obras têm uma grande vantagem para o mercado angolano, pois conseguem ter no mesmo sistema de construção um leque de preços que vai do low coste ter uma resposta muito eficiente e de alta qualidade para um público com uma exigência muito mais alta.

“Temos um sistema de construção que é mais rápido e não usa água. As construções são feitas nas nossas instalações em Portugal. Depois são desmanchadas em blocos, postas em contentor e depois montadas no terreno do cliente, daí que são modulares”, explica.

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