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Genea Angola investe no crescimento socioeconómico do País

04/11/2015 - 11:10, Business

Com volume de negócios estimado em 400 milhões USD, a Genea Angola elegeu há dez anos o município de Viana como zona de investimentos. POR AGOSTINHO RODRIGUES Criada em 1982, a empresa especializada em construção civil e promoção imobiliária está no mercado angolano desde 2005 e actua em vários países africanos e asiáticos. No seu […]

Com volume de negócios estimado em 400 milhões USD, a Genea Angola elegeu há dez anos o município de Viana como zona de investimentos.

POR AGOSTINHO RODRIGUES

Criada em 1982, a empresa especializada em construção civil e promoção imobiliária está no mercado angolano desde 2005 e actua em vários países africanos e asiáticos. No seu portefólio de projectos, destacam-se cerca de 900 unidades de empreendimentos comerciais e habitacionais, contribuindo para o desenvolvimento do plano urbano do município-satélite de Viana.

Actualmente, possui cerca de 200 postos de trabalho directos e, no âmbito da celebração dos 10 anos, a Genea Angola mantém a aposta em projectos de construção e comercialização de moradias e escritórios na referida zona para classe média, fundamentalmente os mais jovens.

A Genea Angola, como promotora, tem parcerias pontuais com bancos que financiaram as obras da construtora, concretamente, clientes que buscam créditos habitacionais, que tendem a ter melhores condições que os demais, diz Leandro Ang, director da Genea Angola.

“Na altura, os sectores que mais se destacavam eram médicos, advogados, consultores e outros.” A escolha de investir em Viana, acrescenta Leandro Ang, foi desde o início estratégica. No ano de 2005, adianta, início das actividades da construtora no País, não existiam moradias disponíveis na região, apesar de haver muitas indústrias e um crescimento visível da zona.

“Na altura, a especulação imobiliária já estava latente na zona de Talatona e no centro da cidade, impossibilitando a compra de terrenos e a criação de condomínios direccionados para uma classe média emergente.”

Argumenta que Viana surge como uma região pouco afastada do centro e com algumas falhas nos acessos, mas já era calculável o potencial de crescimento face ao desenvolvimento contínuo da vizinha cidade de Luanda.

“As premissas em relação à região continuaram a ser positivas, dado os planos para o novo aeroporto e a ZEE serem uma realidade a curto prazo”, fundamenta. Com a descentralização das moradias e do comércio para as zonas circundantes de Luanda, Leandro Ang entende que Viana continua a ser uma das primeiras opções para uma classe média que procura conforto, acessibilidade e várias opções de serviços existentes no País.

Investir na juventude

A aposta na juventude que procura a sua primeira moradia própria é um dos principais focos da Genea Angola, sendo que os seus imóveis foram planeados para que o rendimento da classe média angolana seja viável para um financiamento seguro.

Para os empreendimentos residenciais, o público-alvo na zona de Viana era composto maioritariamente por funcionários de empresas petrolíferas e bancos. Já os escritórios atendiam profissionais liberais, que procuram melhores instalações para implantar os seus negócios.

Genea Angola e o desenvolvimento socioeconómico de Viana

O primeiro empreendimento da empresa no município-satélite de Viana foi o Ginga Isabel, com 270 casas construídas até 2007. Actualmente, o grupo contabiliza mais de 800 unidades habitacionais e 80 escritórios.

O investimento no Ginga Isabel, refere a fonte em exclusivo ao Mercado, foi em torno de 35 milhões USD, com base em recursos próprios, em 2005. “O Ginga Isabel já foi rentabilizado a partir da sua entrega em 2007”, garante.

No final do ano, meados de Novembro próximo, a empresa conclui o projecto Vitória Office, um total de 104 escritórios modulares com infra-estrutura e acesso integrado ao Ginga Shopping.

“O que era antes uma região mais residencial e rural passou a ter maiores opções de lazer, educação e comércio, graças à criação dos vários condomínios, à abertura do Ginga Shopping e também às melhorias de acesso, seja nas vias públicas, seja quanto à distribuição de água, luz e esgotos”, considera o gestor.

A longo prazo, num período de dois a três anos, anuncia o responsável, a Genea Angola pretende entregar projectos built-to-suit e alguns loteamentos com construção customizável ao cliente.

 Retracção financeira afecta empresa

Instado sobre o actual momento financeiro do País, o gestor anuncia que afecta em dois factores a actividade da empresa:

“A diminuição de investimentos na construção, por conta da incerteza de quando a recuperação irá ocorrer, também nos exige a diversificação de novos negócios focados para serviços que não dependam directamente de financiamento bancário, mas que, por sua vez, dependem da variação cambial atrelada ao preço do barril de petróleo.”

Com parceria dos bancos BFA, Millennium, BAI e BNI, a Genea Angola, segundo o seu gestor, estuda com cautela o mercado de capitais ao mesmo tempo que a bolsa de valores hoje permite uma nova plataforma para captação de recursos.

“Achamos mais importante ainda termos um compliance que atenda às exigências e interesses dos nossos actuais investidores, que sempre nos apoiaram desde o começo das nossas operações em África.”

A partir do momento em que esta adequação seja estruturada e se mantiver um crescimento orgânico sustentável, defende, não tanto em altas taxas de crescimento mas “mais precisamente crescimento baseado em geração de valores e serviços agregados, pensamos numa eventual possibilidade de entrar no mercado de capital aberto”, avança, acrescentando que “para isto temos trabalhado forte com a Deloitte em termos de governança e temos investido forte em sistemas transparentes de gestão como a SAP.

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