Mercado

Grupo Castel está quase auto-suficiente na embalagem

09/06/2017 - 16:25, Business

Empresa aponta para, num prazo de seis meses, deixar de precisar de importar garrafas, latas, caricas, rótulos e paletes. Irrigação do projecto de produção de milho prestes a arrancar.

Por Líria Jerusa

liria.jerusa@mediarumo.co.ao 

O Grupo Castel acredita que dentro de seis meses poderá ser auto-suficiente na generalidade das matérias-primas para a produção de embalagens, nomeadamente, latas e garrafas, das suas bebidas, revela o administrador-delegado. Em entrevista ao Mercado, Philippe Frederic explica que a companhia irá conseguir comprar localmente latas, garrafas, caricas e rótulos.

Segundo o gestor, o objectivo é diminuir o nível de importações, em virtude da carência de divisas que tem vindo a verificar-se no País.
A empresa – que detém marcas como Cuca, Eka, Nocal, entre outras – acredita que o mercado nacional já está “à altura” de satisfazer boa parte das necessidades do sector.

“Estamos a fazer esforços para podermos comprar localmente o que precisamos. As latas estão a ser produzidas pela Ampak, e as garrafas, pela Vidrul”, explica, adiantando que a empresa tem “quatro ou cinco fornecedores de rótulos, paletes e caricas”, faltando agora quem venda os cartões usados para embalar os produtos.

Em contrapartida, a prazo, garante o responsável, “tudo vai ser feito aqui em termos de embalagens”, uma vez que “Angola não precisa de importar” nenhuma das matérias-primas necessárias para este efeito.

Em relação aos produtos agrícolas necessários para o fabrico da cerveja, como o lúpulo e o malte, a Castel ainda não tem condições para ser autónoma localmente. Em contrapartida, afirma Philippe Frederic, o objectivo é que tal venha a ser possível nos próximos cinco anos, de forma a que a companhia deixe de precisar de recorrer a importações.

“Há coisas que podemos fazer aqui e há outras em que é mais complicado, como, por exemplo, a produção de malte, que exige condições climáticas especiais”, faz saber.

A Castel tem vindo a apostar na agricultura, para, pelo menos, numa primeira fase, produzir no País gritsde milho, uma variedade deste cereal usada no fabrico de cerveja. O projecto agrícola, que prevê um investimento de cerca de 52 milhões USD, está a ser desenvolvido no Pólo Agro–Industrial de Capanda, em Malanje, onde a empresa detém 4000 hectares.

“Também aqui, a ideia é diminuir a dependência do exterior”, afirma o gestor, adiantando que, neste caso, serão usadas divisas apenas para comprar os equipamentos para a unidade fabril de transformação da matéria-prima, produzida localmente.

Leia mais, nesta edição nº 107 do Jornal Mercado, já nas bancas.

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