Mercado

KitKat, o primeiro chocolate a usar cacau 100% sustentável

24/09/2015 - 12:31, Business, Sustentabilidade

E livre do trabalho escravo infantil, denunciado pelo relatório da ONG Fair Labor Association. A Nestlé assume uma nova fase em que quer pôr termo a estas acusações.

A Nestlé anunciou que o KitKat será a primeira marca internacional de chocolate a fabricar todos os seus produtos com cacau de origem sustentável, num momento em que o sector enfrenta acusações de trabalho infantil na oferta de matérias-primas.
Até ao primeiro trimestre de 2016, só se utilizará cacau autorizado por terceiros independentes, refere a companhia com sede em Vevey, na Suíça, em comunicado oficial. Isso inclui os chocolates fabricados nos EUA, que são produzidos pela Hershey, titular da licença.
O sector de chocolate foi criticado durante anos porque os produtores compram cacau de fazendas que utilizam trabalho infantil. Visitas aleatórias a 200 fazendas na Costa do Marfim que fornecem a Nestlé encontraram quatro crianças com menos de 15 anos a laborar nas plantações de cacau, de acordo com um relatório da Fair Labor Association publicado no ano passado. Desde 2012, a maior empresa de alimentos do mundo aceitou ser monitorizada pela organização sem fins lucrativos para erradicar a prática.

Plano para erradicar o trabalho infantil
Em 2001, a Nestlé e outras grandes fabricantes de chocolate aderiram a um plano para acabar com o trabalho infantil nas fazendas da África Ocidental depois de Tom Harkin e Eliot Engel, parlamentares dos EUA, terem dado destaque à questão.
A medida para o KitKat é parte da meta da Nestlé de suprir anualmente 150 mil toneladas de cacau produzidas de forma sustentável até 2017. A Nestlé começou a adoptar o cacau da Fairtrade para produzir o KitKat no Reino Unido em 2010 e tem vindo a ampliar o uso de grãos certificados para o Canadá, a Austrália, a África do Sul e a Europa.
Recorde-se que a Nestlé foi processada na semana passada por quatro consumidores devido a alegações de que o seu alimento para gatos Fancy Feast contém peixe de um fornecedor tailandês que utiliza trabalho escravo.
A Nestlé reforça a sua posição e anuncia que o trabalho forçado “não tem lugar na sua cadeia de abastecimento”.

NR/Bloomberg

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