Mercado

Nova Cimangola poupa 50 milhões USD com produção de matéria-prima

18/11/2016 - 17:00, Business

Além da poupança de divisas, a Nova Cimangola vai deixar de importar cerca de 1 milhão de toneladas de clinker/ano.

Por Estêvão Martins

estevão.martins@mediarumo.co.ao 

A Nova Cimangola deverá dar início ao processo de produção de matéria–prima para a produção de cimento a partir do próximo ano. A medida vai permitir poupar aos cofres do Estado cerca de 50 milhões USD (8,2 mil milhões Kz), anunciou o administrador da instituição, Manuel Pacavira Júnior.

“A Nova Cimangola já identificou uma área, onde vai explorar matéria–prima, para a produção de cimento. O local está a ser nesta altura vedado com placas de betão”, disse o responsável, notando que o montante que tem sido gasto para importação desta matéria poderá ser utilizado para outros projectos do Estado.

O local compreende uma área de aproximadamente 780 hectares nas proximidades onde está a ser edificada a Nova Cimangola II, em Luanda, com arranque previsto para o primeiro trimestre de 2017.

De acordo com o administrador da Nova Cimangola, Manuel Pacavira Júnior, a cimenteira tem equipamento e as condições criadas para o processamento no País da matéria-prima para a produção de cimento.

“Dentro dos próximos meses, este subproduto, utilizado para a produção de cimento, vai ser produzido internamente, nomeadamente o clinker, que adicionado ao gesso resulta no fabrico do cimento”, assegura.

Com esta estratégia de recurso interno, Manuel Pacavira Júnior garante igualmente que além da poupança de divisas, a Nova Cimangola vai deixar de importar cerca de um milhão de toneladas de clinker/ano.

Apesar da aposta na Nova Cimangola II, Manuel Pacavira Júnior garante que a Nova Cimangola I vai continuar a manter os seus níveis de produção definidos em 1,8 milhões de toneladas de cimento/ano para a satisfação do mercado.

Com um investimento de 300 milhões USD, a Cimangola II persegue o aumento da produção de cimento no País. “O objectivo é aumentar a produção de cimento no País, com vista a alimentar o processo de exportação já em curso”, observa.

A estrutura accionista da Nova Cimangola é composta pela Ciminvest, com 49% do capital, seguindo-se o Estado angolano, com 40,2%, e o Banco Africano de Investimentos (BAI), que possui 9,52%. Os restantes 1,28% estão distribuídos por accionistas angolanos individuais.

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