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País deixará de ter transmissão analógica de rádio e televisão

22/10/2015 - 11:17, Business, Tecnologia

Os três grandes operadores de telefonia do País (Unitel, Movicel e Angola Telecom) terão, brevemente, licenças globais para trabalhar sobre toda a gama de serviços de banda larga, desde a rede fixa, móvel, rádio e televisão por assinatura.

Por Agostinho Rodrigues | Fotografia Carlos Muyenga

Num futuro muito breve, o País deixará de ter transmissão de TV e rádio analógica, passando para a era digital.
O serviço ora anunciado pelo ministro das Telecomunicações e Tecnologias de Informação, José Carvalho da Rocha, no fim da última sessão das comissões Conjunta Económica e para a Economia Real, vai permitir uma maior velocidade e maior acesso à Internet.
A sessão ordinária aprovou o memorando sobre o novo regime de licenciamento das operadoras de telecomunicações, o estabelecimento do novo regime de acesso e realização do leilão de frequências, o memorando sobre as medidas de capitalização e o saneamento financeiro da Angola Telecom através da venda de activos e da potenciação do processo de restruturação da mesma por via da terceirização da gestão.
O administrador para área comercial da Angola Telecom, Manuel António, disse em exclusivo ao Mercado que a decisão reflecte a dinâmica do sector na implementação de uma estratégia dos serviços de telecomunicações que sirva melhor a nação angolana, que cada vez mais se vê inserida no contexto da globalização.
Por outro lado, referiu ainda que dá maior robustez às empresas operadoras no que concerne a diversificação dos serviços e, com isso, melhor possibilidade de arrecadação de receitas que permitam uma operacionalidade efectiva dos principais operadores de telecomunicações, assim como maior competitividade entre os mesmos. “Isso vai permitir mais opções de ofertas para os utilizadores dos serviços e, obviamente, melhor contribuição na arrecadação de receitas para o Estado”, disse.
Instado sobre os benefícios, Manuel António enfatizou que as três operadoras poderão expandir a sua gama de serviços até aqui limitados pelas licenças de exploração dos serviços móveis e rede fixa respectivamente. “Com as licenças globais, os operadores poderão oferecer ao mercado soluções diversas e integradas (voz, dados e vídeos) com preços competitivos, beneficiando os utilizadores com melhor qualidade dos serviços.”
Em relação às novas tecnologias anunciadas, Manuel António não tem reservas: a empresa terá maior potencialidade à medida que for investindo na implementação de infra-estruturas tecnológicas, de que resultarão novos produtos e serviços melhorados e com uma orientação totalmente voltada para o cliente. “Poderemos alavancar a operação da empresa”, sustenta.
A Angola Telecom é uma empresa do estado e, por si só, adianta, de modo algum se pode ver excluída deste processo, sendo uma das principais referências estratégicas no domínio tecnológico do sector.
Refere ainda que o investimento que o Executivo vem realizando na recuperação da empresa, tornando a sua operação cada vez mais efectiva e com prestação de serviços em benefício do País, torna-la-á mais inclusiva.
Questionado sobre as modalidades de obtenção de frequências, o gestor remeteu a temática aos órgãos competentes do Estado, que em breve levarão ao conhecimento dos operadores as regras para obtenção das mesmas. “Nesta altura a Angola Telecom já terá concluída a definição das necessidades que actualmente concorrem com outras acções internas no que concerne ao aproveitamento e exploração das frequências.”
“As empresas terão maior velocidade e maior acessibilidade, incluindo as áreas mais recônditas deste imenso País, erradicando a info-exclusão que podemos constatar.”

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