Mercado

SJL Madeiras exporta 15 contentores por mês

28/10/2016 - 11:07, Business

A matéria-prima é proveniente da província do Uíge e segue destino para Portugal, Espanha e África do Sul.

Por Vânia Andrade 

vania.andrade@mediarumo.co.ao 

SJL Madeiras está a exportar cerca de 10 a 15 contentores de 20 pés de madeira mensalmente, disse em entrevista ao Mercado o director executivo da empresa, Orlando Reis.

De acordo com o director, cada contentor leva em média 22 m³, o que traduzido em 10 contentores são 220 m³.

A madeira nacional, ou seja, a matéria-prima, é proveniente da província do Uíge e exportada para Portugal, Espanha e África do Sul.
Para além da exploração da matéria-prima, a SJL produz portas, janelas, cozinhas, mobiliário escolar e de escritório. Além de apostar também na construção de casas de madeira.

Estreia no fabrico de urnas

A SJL Madeiras abriu uma unidade nova de produção de urnas para o mercado nacional. Orlando Reis avançou em primeira mão ao jornal Mercado que a fabricação de urnas funerárias é o mais novo projecto do grupo.

“Esta iniciativa inovadora surgiu devido às limitações de importação de matéria-prima que o mercado da morte tem apresentado”, disse o director.

De acordo com a fonte, a ideia de investir neste projecto surgiu há sensivelmente três meses. “Fizemos o estudo de como eram montadas as urnas e descobrimos que tínhamos capacidade de as produzir iguais ou melhores do que as que são fornecidas pelo mercado. A nossa qualidade é fantástica”, frisou.
A SJL Madeiras está a produzir 60 urnas por mês. Relativamente ao processo de vendas, o director avança que é o único produto que não é vendido ao público. “É feita uma revenda às funerárias”, explica.

Os preços dependem do interior da urna e variam dos 80 mil Kz aos 250 mil Kz.O mesmo adiantou que a SJL Madeiras tem alguns projectos em carteira, nomeadamente, a exploração de uma nova unidade de produção, também no Uíge.

Quanto à sua expectativa em relação à facturação da empresa face ao ano passado, o responsável não avançou números, mas disse que, por fruto de muito trabalho e engenharia financeira, a empresa já superou a facturação do ano passado. No caso específico das urnas funerárias, o mercado nacional tem importado do Brasil e, muito recentemente, da China.

Um projecto de iniciativa e investimento privado que tem como core business a exploração, transformação e exportação de madeiras. A empresa surgiu no mercado nacional há sensivelmente cerca de três anos, com a ideia de formar uma empresa vocacionada para a extracção de madeira. A empresa teve grandes avanços tornando o pequeno projecto inicial numa média empresa. Actualmente, emprega cerca de 150 trabalhadores entre Luanda e Uíge.

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