Mercado

As 10 estratégias para ter trabalho estável em tempo de crise

22/11/2016 - 09:44, Capital Humano

O professor e consultor, Edson Maurício Horta, deixa aqui uma síntese de conselhos, que orientam qualquer profissional activo, a tornar-se indispensável no momento difícil por que atravessam as empresas.

Um conjunto considerável de pessoas quer ter emprego para toda vida, pois o homem tende naturalmente a procurar segurança laboral, para que seja possível pagar as despesas com a saúde, educação, transportes e lazer que são permanentes. Mas, desde a essência do homem, a actividade humana mostrou ser competitiva evidenciando uma certa instabilidade, como por exemplo na era da Escravatura, Revolução Industrial e outras.

A globalização veio acelerar a instabilidade laboral, através da tecnologia e conhecimento tecnológico, da migração do capital e da mão-de-obra. Actualmente, podemos observar indianos, chineses a trabalharem em África, América e na Europa. A competição no mercado de trabalho tornou-se global, na medida em que já não competimos apenas com os nossos conterrâneos, mas sim com quem tem as mesmas habilidades pelo que a força de trabalho deve ser preparada no sentido de trabalhar numa empresa nacional ou multinacional. Nasce assim, a necessidade de preparar uma força de trabalho flexível, aberta ao mundo e protegido pela meritocracia e por leis laborais que favorecem a produtividade e a criatividade.

Por outro lado, temos um mercado laboral caracterizado pela flexibilidade laboral, assente na flexisegurança. Mas qual é o conceito destes dois termos?
A flexibilidade laboral consiste essencialmente na capacidade de adaptação das organizações às mudanças impostas pelas circunstâncias exteriores que condicionam a sua actividade, implicando a reorganização do trabalho. A flexibilidade deve corresponder a uma adaptabilidade que tenha em vista a organização do tempo de trabalho, a formação contínua dos trabalhadores, promovendo a melhoria das qualificações profissionais e da mobilidade vertical, incluindo a mobilidade geográfica, permitindo uma melhor conciliação da vida profissional com a vida privada (Rodrigues at all, 2011).

Porém, a questão da flexibilidade não pode ser desligada da necessidade de eficácia nas políticas activa de emprego e protecção social. A segurança para os trabalhadores é condição prévia para a flexibilidade: é preciso falar em segurança ao nível da empregabilidade e ao nível dos rendimentos. É nesta senda que foi desenvolvido conceito de flexisegurança que pretende combinar uma adequada protecção do trabalhador e a flexibilidade suficiente no mercado de trabalho, de forma a permitir-se que as empresas tomem as medidas necessárias de restruturação para que se mantêm competitivas. O objectivo principal é a protecção das pessoas e não do posto de trabalho. Na flexisegurança importa reconhecer que flexibilidade e segurança não se opõem. (Rodrigues at all, 2011).

Com aprovação da lei nº7/2015, de 15 de Junho, Lei Geral do Trabalho, foram introduzidas reformas laborais ajustadas ao contexto do mercado laboral global, assente na flexibilidade e na flexisegurança. Tendo em conta que esta lei introduziu alterações estruturais na forma e duração do contrato. Muitas pessoas ainda não perceberam que os paradigmas do trabalho têm de adaptar-se as mudanças da economia. Já não existe trabalho para toda vida, pelo que é necessário baixar os custos de produção tendo em conta os ganhos de produtividade, como procederam alguns países, nomeadamente, a Índia, a China, a Coreia do Sul e Brasil.

Este último, está a discutir reformas do mercado de trabalho para atrair o investimento privado.

Continuando, colocamos a seguinte questão. Será que a empresa que não é competitiva poderá gerar contractos de trabalho por tempo indeterminado? Do ponto de vista económico, é a lucratividade das empresas que permitem aos trabalhadores terem contractos de trabalho sustentáveis. Será que se a empresa falir o seu contrato se, por exemplo for por tempo indeterminado, existirá? Claro que não, então, é necessário em primeiro lugar, tornar as empresas mais competitivas e flexíveis, e só é possível mediante a redução dos custos da mão-de-obra e de outros custos fixos que impactam sobre a produtividade, na medida em que permite manter a empresa no mercado de forma eficiente, por logos períodos, facilitando assim a mobilidade da força de trabalho, criando deste modo emprego e renda.

Se não existirem empresas competitivas a contratar trabalhadores quer seja por tempo determinado ou indeterminado não haverá crescimento económico uma vez que também não haverá consumo, pelo que quando não há salários, não há poupança e sem poupança não há investimento e nem gastos do governo, pois, ninguém pagará impostos, na medida em que quem paga impostos são as famílias e as empresas. Temos que entender que a actual reforma laboral está ajustada aos “ventos” da economia mundial e da economia nacional, uma vez que se não reduzirmos os custos dos factores de produção não sobreviveremos na competição da economia global.

10 estratégias para manter o trabalho em tempo de crise

1 – Mantenha-se produtivo, seja um trabalhador orientado para os resultados.

2 – Não pare de aprender, quer seja uma nova língua ou novos métodos de trabalho.

3 – Conheça os problemas da empresa e apresente soluções para os mesmos – crie valor.

4 – Esteja sempre do lado da solução, e não do problema.

5 – Pare de reclamar da empresa, faça as coisas acontecerem, você foi contratado para colocar a empresa na rota do crescimento.

6 – Seja disciplinado e orientado para os resultados inovadores.

7 – Afaste-se dos trabalhadores improdutivos e pessimistas.

8 – Conheça os seus deveres e direitos.

9 – Adapte-se às rotinas de trabalho, pois as empresas hoje estão à procura de pessoas flexíveis e dinâmicas.

10 – Esqueça o doutorismo, seja uma pessoa de acção. e de realizações. Sonhe, mas faça as coisas acontecerem

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