Mercado

Afinal, há uma fórmula matemática para a felicidade

09/05/2017 - 11:31, Capital Humano

Mo Gawdat, executivo na Google, durante muitos anos sentiu-se infeliz. Precisava de uma solução pragmática e criou a fórmula para a felicidade.

Por Dinheiro Vivo | Lusa 

Há um segredo para sermos felizes, independentemente dos desafios que a vida se encarrega de nos fazer enfrentar. E tem uma fórmula matemática. Mo Gawdat sempre foi bem-sucedido profissionalmente – passou por empresas como a IBM ou a Microsoft e hoje é executivo na Google.

Mas, desde jovem, sempre se sentiu infeliz. Por isso, dedicou-se a descobrir a equação para a felicidade. A perda inesperada do filho Ali, que faleceu aos 21 anos, permitiu a Mo Gawdat testar ao limite a eficácia da fórmula que ele próprio desenvolveu. Recentemente, decidiu publicar em livro os segredos desta fórmula e de como ser feliz, independentemente do que a vida nos dá. Solve for Happy é o título.

“A minha teoria é que nasci feliz e, quanto mais vivi, mais infeliz me tornei”, disse, em entrevista ao jornal britânico The Independent. “Estava muito infeliz, reclamava sobre tudo e tentava constantemente controlar o mundo. Comprava carros, gastava dinheiro e tentava preencher o vazio na minha alma a qualquer custo e não estava mesmo a resultar”, conta.

Enriqueceu, comprou uma grande casa e um bom carro. Casou com a namorada de juventude e tinha dois filhos já adultos, mas continuou a sentir-se miserável. Procurou ajuda nos livros de bem-estar e auto-ajuda, mas não se identificou. Precisava de uma solução mais pragmática.
Demorou sete anos e meio a criar a fórmula: a felicidade é igual ou maior do que os acontecimentos da vida, menos a expectativa de como a vida deveria ser.
Gawdat diz que a razão que nos leva a estar infelizes tem que ver com o facto de termos sido educados para encarar certos acontecimentos de uma forma pouco realista.

Para o autor, a percepção da realidade é uma característica comum “a todas as pessoas felizes com que nos deparamos”– perceber que a vida nem sempre corre como seria de esperar e aceitar que, nesses casos, nada há a fazer.

A preocupação excessiva com o futuro é quase uma imposição de infelicidade, diz Gawdat. “Se temos disponibilidade mental para nos preocuparmos com o futuro, é porque, neste momento, no presente, está tudo bem. Os ciclos mentais focados no futuro e no passado são geralmente o que nos faz infelizes.”
“Uma coisa em comum entre todos estes momentos, de forma simples, é que somos felizes quando a vida parece ir no nosso sentido”, diz, explicando que a felicidade é igual ou maior (= ou >) do que os momentos da vida menos ( – ) a expectativa de como a vida deveria ser. Ou seja, quanto menos expectativa, melhor.

Desta forma, Gawdar determinou aquilo a que chamou “modelo 675” e que indica que existem seis ilusões que interferem com a nossa capacidade de olhar correctamente para a vida real, como é o caso do pensamento, do eu, do conhecimento, do tempo, do controlo e do medo. Além disso, o autor traça seis pontos que nos cegam: filtragem, presunção, caça, memórias, rótulos, emoções e exagerar.

E lista as cinco verdades que devemos aceitar (e que podem mesmo interferir com a felicidade), como o agora, a mudança, o amor, a morte e a crença de que nada acontece ao acaso.

Gosta deste artigo? Partilhe!

Deixe o seu comentário

You must be logged in to post a comment.