Mercado

Caixa Angola aposta na formação de quadros internos

08/05/2017 - 11:37, Capital Humano, featured, Gestão

Banco lança Academia em Luanda para formar os seus colaboradores e melhorar o desempenho operacional. Foco do banco está nos sectores produtivos, em linha com as necessidades do País.

Por Líria Jerusa

liria.jerusa@mediarumo.co.ao 

O Banco Caixa Geral Angola (BCGA) inaugurou, nesta semana, em Luanda, a primeira academia – Academia Caixa Angola – vocacionada para a formação dos seus colaboradores em matérias ligadas à banca e finanças.

De acordo com o PCA do BCGA, Fernando Pereira Marques, a Academia irá leccionar cursos ligados ao sector bancário, designadamente, Auditoria, Finanças, Depósitos, Risco e Liderança.

A instituição, explicou aos jornalistas, à margem da inauguração, conta com capacidade instalada para acolher até 100 formandos, que poderá frequentar os cursos sem custos. Fernando Pereira Marques esclareceu ainda que, para atingir a excelência na formação dos seus quadros, a Academia tem professores nacionais e estrangeiros especializadas nas áreas de formação.

Mas a principal aposta, afirmou, é ter os próprios quadros a leccionar as matérias que vão aprender.

“Uma das particularidades que temos desenvolvido tem que ver com aquilo a que chamamos de ‘acções de aquisição local’, que é colocar os funcionários a formarem os futuros trabalhadores da nossa instituição, na área de operações”, explicou.

De acordo com o presidente do BCGA, a Academia não será aberta ao público, as aulas serão direccionadas única e exclusivamente para os trabalhadores da instituição. Fernando Pereira destacou que a aposta na formação dos quadros é uma garantia de sucesso para a instituição. “O sector bancário só sai a ganhar, e esta é uma tendência com que todos têm de lidar com o passar do tempo.”

As necessidades que a banca hoje tem, face aos seus crescimentos rápidos, torna absolutamente necessária a formação bancária. “É também uma responsabilidade social formar os quadros”, defendeu.

Sobre o banco, o PCA destacou que tem crescido “praticamente todos os anos”, batendo “recordes” sucessivos nos resultados.
O gestor garantiu ainda que o Caixa Angola se tem reestruturado da melhor maneira possível ao longo dos últimos anos para responder a todas as necessidades do mercado, em especial do sector empresarial.

“Temos feito trabalhos de reestruturação em todas as nossas áreas de controlo, risco e comerciais”, explicou.

“Acho que o percurso que o banco tem feito tem sido muito interessante, procurando acompanhar a visão do segmento empresarial.”

“Queremos manter-nos nesta vertente empresarial e acompanhar os particulares de gama pequena e alta, esta é a nossa visão”, disse.

De acordo com Fernando Pereira, olhar para o sector agrícola é outro dos desafios do Caixa Angola.

“Neste momento, temos o grande desafio de procurar responder à diversificação da economia. Temos a consciência da necessidade do País, o que significa que o Caixa deve ser capaz de olhar para os projectos de investimento e para classe empresarial angolana, e procurar apoiá-la, desenvolvê-la. Este é um desafio nosso”, disse.

Corresponder às exigências de supervisão do Banco Nacional de Angola e do Banco Central Europeu é outro dos desafios actuais.

Segundo o gestor, a instituição bancária tem reduzido as operações de crédito nos sectores imobiliários e de distribuição, para se focar nas áreas de produção.

“Os bancos têm de olhar para os outros sectores que podem ter potencial de crescimento em Angola, e nós temos olhado com muito interesse para a agricultura, educação, saúde e energia.”

“São estes quatro sectores que penso que são fundamentais para o crescimento de Angola”, destacou.
Os bancos, defendeu, devem criar parcerias e equipas que conheçam bem a agricultura e que ajudem a analisar e fazer o devido acompanhamento do sector.

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