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Eles estão a mudar a gestão e o recrutamento

13/02/2017 - 16:28, Capital Humano, Universidade

Twitter, LinkedIn e Facebook são novas armas para atrair talentos jovens que querem trabalho alinhado com os valores.

Por Dinheiro Vivo 

O Deutsche Bank está a monitorizar o Twitter, o LinkedIn e o Facebook para recrutar jovens quadros, noticiou o Financial Times. O maior banco alemão lançou um programa para monitorizar a actividade online de estudantes universitários de modo a identificar potenciais candidatos a uma carreira no mundo financeiro, mas que não se candidatariam através dos canais tradicionais como feiras de emprego nas universidades. Uma forma criativa e tecnológica de ir ao encontro dos millennials. “As redes sociais são claramente canais que devem ser capitalizados e dinamizados”, diz de Lourenço Cumbre, senior manager da Michael Page Banking & Financial Services em Portugal. “O LinkedIn é a rede social do recrutamento por excelência, mas também o Facebook e o Twitter começam a ganhar destaque.”

A definição cunhada pelos norte-americanos William Strauss e Neil Howe para se referir aos jovens entre os 15 e os 35 anos. São os filhos da geração X (nascidos de 1965 a 1979) e netos dos baby boomers (nascidos de 1946 a 1964) e estão conotados como a primeira geração de nativos digitais. Esta é a geração mais difícil de lidar. Representam 80 milhões de indivíduos só nos EUA. Irão representar 75% da força de trabalho já em 2025.

Têm um poder de compra estimado em 1,3 mil milhões USD, segundo o Boston Consulting Group. Contudo, compram menos carros e menos casas do que os seus antecessores. Afinal, o que querem eles e para que trabalham? Esta faixa vive na adolescência até aos 40 anos, desconfia da banca e do Estado, prefere ganhar menos mas trabalhar em empresas com valores de sustentabilidade e cidadania. É por isso que hoje as empresas devem focar-se nas pessoas e no sentido do próprio negócio, e não apenas no produto, serviço ou no lucro, conclui o Millennial Survey, da Deloitte. E avisa que as organizações que operam no chamado mundo ocidental desenvolvido terão de realizar profundas mudanças para atrair e reter os talentos do futuro.

“A mensagem é clara: quando pensam nos seus objectivos de carreira, os millennials mostram-se hoje tão interessados em saber como as empresas desenvolvem as suas pessoas e contribuem para a sociedade como nos seus produtos e lucros”, diz Barry Salzberg, CEO da Deloitte Global. “Estes resultados devem ser vistos como um sinal para a comunidade empresarial de que é necessário alterar a forma como se relaciona com os talentos da geração millennialou corre o risco de ficar para trás.

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