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Mandarim passa a ser leccionado em Março na UAN

27/02/2017 - 12:19, Capital Humano

A intenção é oferecer aos discentes o nível básico desta língua, com um conteúdo voltado para desenvolver as habilidades básicas de compreensão oral e comunicativa, assim como promover em Angola o ensino da língua chinesa e o intercâmbio cultural sino-angolano, por meio do Instituto Confúcio (IC-UAN).

Por Fernando Baxi 

fernando.baxi@mediarumo.co.ao 

O programa passa a ser ministrado de forma gratuita no Campus Universitário, em Camama, das 9h00 às 17h00. E oferece as variantes Língua e Cultura Chinesas, Exercícios de Tai Chi, Prática de jogo de Ping-Pong, Aprendizagem de Música, Teatro, Gastronomia e Medicina Chinesa.

As inscrições começaram no dia 15 de Fevereiro e terminaram sexta-feira (24). Os candidatos fizeram-se acompanhar do BI original, duas fotografias tipo passe, certificado de habilitações literárias no nível superior, prova de que é estudante, docente ou funcionário não-docente em tempo integral na Universidade Agostinho Neto.

No dia 27 de Fevereiro, serão publicadas as listas dos inscritos, os quais prestarão exame de acesso no dia 1 de Março.

Entretanto, no dia 10 de Março, serão publicados os resultados dos exames de acesso, devendo os apurados e os antigos estudantes realizar matrículas no período de 13 a 17 de Março de 2017.

Selecção de candidatura

A selecção de candidatos para o IC-UAN foi feita por meio de um edital.

Para este ano lectivo estão disponíveis 200 vagas, sendo 30 para docentes e 20 para trabalhadores não–docentes da Universidade Agostinho Neto, cem para estudantes da Universidade Agostinho Neto e 50 para o público em geral.

O curso é destinado ao público em geral, sendo prioritários os discentes, os docentes e os trabalhadores não-docentes da UAN, estando as turmas distribuídas por 10 salas para cada 20 estudantes.

A expectativa é que os estudantes após dois semestres de aulas consigam dominar o Pinyin – conversa quotidiana e conhecimento preliminar de termos chineses –, a fim de poderem comunicar no dia-a-dia, e gradativamente, possam atingir o nível I ou II de proficiência de chinês (HSK).
Posteriormente, de acordo com as aptidões adquiridas durante o estudo, prevê-se que os mesmos serão capazes de atingir o nível exigido para beneficiar de uma bolsa de estudo na China, com duração de um semestre.

Num relatório recente, a Economist Intelligence Unit (EIU) considera que as diferenças culturais entre Angola e a China “precisam de ser geridas para evitar que os novos actores e a concorrência aumentem as tensões sociais”.

O petróleo ainda continua a dominar as relações económicas entre os dois países, mesmo com a queda de 44% no volume da sua venda, que passou de 36 mil milhões USD em 2014 para 19,7 mil milhões USD em 2015, “em resultado da queda do preço”.

“Com os preços do petróleo fortemente pressionados, o volume de crude que Angola tem de enviar para a China para cumprir as obrigações financeiras cresceu consideravelmente”, escreve a EIU.

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