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A melhor escola de gestão do mundo está em Barcelona

30/12/2016 - 10:59, Capital Humano, Universidade

Há vários anos entre as melhores escolas de formação de executivos, viu confirmada a sua posição de excelência no mais recente ranking do Financial Times.

Por Marta Velho*

Na liderança das melhores escolas de programas de formação para executivos, segundo o ranking de 2015 do Financial Times, está o IESE – instituto espanhol de ciências empresariais, da Universidade de Navarra, com campus em Barcelona, Madrid e Nova Iorque e extensões em Munique, São Paulo, Xangai e outros: no seu conjunto, são quinze centros de formação espalhados pelo mundo.

O IESE Business School de Barcelona, há vários anos no top de melhores escolas de gestão, com os melhores programas de MBA, trata-se por excelência de um dos melhores centros académicos de formação de executivos de empresas. E melhor, no caso, nunca é redundante. O seu programa mais notabilizado é o MBA – Master of Business Administration, iniciado em 1964, com a supervisão da Harvard Business School. O IESE faz parte da conceituada universidade de São Josemaría Escrivá, 1958.

O MBA Executivo é um programa rigoroso, exigente, prático baseado no “Case Method” de Harvard, escrutinado e consagrado pelos principais diários económicos e revistas especializadas do mundo. Um prestigioso património ganho por mérito próprio.

Mais recentemente, a 22 de Maio, concluiu-se mais uma acção de formação académica do seu mais que reputado programa de mestrado. Um momento marcante para os graduados e muito importante para a instituição, que celebrou o quinquagésimo aniversário.

Estavam presentes na sala magna para testemunharem o acto quase mil personalidades dos mais diversos quadrantes mundiais, foi uma ocasião muito especial vivida com muito entusiasmo e emoção, partilhada por académicos, homens de cultura, do conhecimento e da inovação.
Carlos José da Silva, presidente executivo do Banco Privado Atlântico, Miguel Carneiro e Moacir Daniel Araújo, dois executivos de empresas angolanas, estavam entre os 62 graduados que receberam os seus diplomas de mestrado. Mais de duas dezenas de cidadãos de Angola, entre familiares e amigos de graduados angolanos, também testemunharam o acto com natural enlevo e orgulho .

O programa de estudos foi leccionado em Barcelona, Nova Iorque, São Francisco, Xangai e São Paulo. Teve a duração de 16 meses, com a participação de 62 formandos dos seguintes países: Estados Unidos da América, Afeganistão, África do Sul, Austrália, Angola, Brasil, Bolívia, Bélgica, Bulgária, Canadá, Colômbia, Côte d’Ivoire, República Checa, Croácia, Espanha, França, Holanda, Itália, Islândia, Japão, Kuwait, Nigéria, Nicarágua, Polónia, Peru, Rússia, Roménia, Reino Unido, Suíça, Tunísia e Zimbabué.

O curso foi ministrado na língua inglesa, por docentes das mais diversas nacionalidades: americana, chinesa, espanhola, italiana, uruguaia, inglesa e austríaca. Mais do que uma ideia de gestão, este excelente núcleo de académicos passou aos formandos as suas vivências, experiências e motivação.  Foram candidatos a este mestrado de executivos das mais variadas profissões, desde juristas, economistas, engenheiros, filósofos, bancários, contabilistas, financeiros, industriais, homens de negócios, gestores, químicos e radiologistas. Estes executivos lideram prestigiadas organizações internacionais, como é o caso da Deloitte, Ernst & Young, Deutsche Bank, Baía de Luanda, Exictos, Darwin – Investment Management, Volkswagen, Accenture, Volvo, Novartis, Siemens, Royal Dutch Shell entre outras.

Numa passagem de sua intervenção, Carlos Cavallé, um dos académicos que integram a equipa que organizou o primeiro mestrado há 50 anos, disse na celebração: “A desregularização da economia, as mudanças tecnológicas e a globalização apresentam desafios importantes para as empresas e para a sociedade, isto é que nos deve preocupar”, motivando os nossos mestres em gestão a olhar o futuro.

Para os responsáveis da indústria, a sua maior preocupação não é formar executivos estrelas ou pessoas excepcionalmente dotadas, o mais importante é formar homens capazes de abarcar todas as categorias do conhecimento.

Como assegurou na sua intervenção Franz Heukamp, o actual director do programa do IESE, “tentámos esclarecer todos que ter um MBA não implica fazer parte de uma elite – embora seja óbvio que ter essa formação supõe ter um privilégio –, há que ter os pés na terra”.

Supõe-se que adquirir um MBA no IESE seja um impulso fantástico na carreira profissional de cada um dos graduados, e o acesso quase certo a cargos importantes e salários elevados. Mas o IESE quer que seja esse o factor diferenciador do seu programa de formação.

Tal como sublinhou Jordi Canals, decano do IESE, “uma das graduadas, emotivamente, mencionou que o que mais valorizava o mestrado era o seu ADN, a forma como passava a ver a direcção de empresas, com uma clara vocação de servir a sociedade”.

Este sentido de integridade, serviço público, capacidade e estímulo da competência individual integrado no trabalho de equipa é uma preocupação no MBA e no IESE. Ainda nas palavras de Jordi Canals, “o IESE está empenhado em formar líderes que tenham um impacto positivo e duradouro nas empresas em que trabalham e na sociedade”.

*Dinheiro Vivo

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