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Novos planos extracurriculares na UMA

06/08/2015 - 15:44, Capital Humano, Universidade

A nova medida visa superar as médias baixas obtidas nas cadeiras ligadas à economia e à gestão, consideradas chave na Universidade Metodista de Angola.

Por Líria Jerusa | Fotografia Carlos Muyenga

A Faculdade de Ciências Económicas e Empresariais da Universidade Metodista de Angola (UMA) dispõe, desde há um mês, de novos planos curriculares, para reforçar a capacidade dos alunos em matérias de finanças e gestão empresarial, disse o decano, Vicente Agostinho.
As aulas, que já estão em curso, são ministradas nos períodos da manhã e da tarde, deixando a direcção da faculdade ao critério dos estudantes o momento ideal para assistir às aulas.
Vicente Agostinho contou que as aulas são dadas sem custos adicionais para os alunos, o que quer dizer que não há aumento sobre a propina de cada estudante que adere a estes planos.
Segundo o decano, os planos extracurriculares servem para ajudar os estudantes a superar as médias obtidas nas cadeiras ligadas à economia e à gestão, uma vez que o ensino em Angola ainda não é o melhor e as médias de exame em cadeiras-chave, nas universidades, de um modo geral, são muito baixas, havendo necessidade de se resolver este défice.
Por este motivo, a faculdade viu a necessidade da implementação de aulas extracurriculares. Este é um problema que afecta todas as universidades do País. Um aluno só faz quatro ou cinco anos nas universidades, mas já vem com 12 anos muitas vezes mal feitos. Como resolver isto? Aí está o grande desafio das academias.
Para a melhoria destes estudantes, estas cadeiras são leccionadas por outros professores, para não existir aquilo de que muitos alunos reclamam, o tal método “de ensino do professor’’.
Existe também uma parceria muito boa com uma das universidades mais antigas de Portugal, a Universidade de Évora, e as suas relações só têm vindo a melhorar cada vez mais.
“A Universidade de Évora sempre ajudou e apoiou de forma muito eficaz a nossa universidade, e nós só temos de agradecer’’, contou o decano.
Para Agostinho Vicente, há uma grande necessidade de investir mais na formação, pelo que é importante que se dê todo o apoio devido e necessário às universidades.
Justificou que não há nenhuma sociedade que sobreviva, que se desenvolva ou que cresça sem investir nas academias, pelo que, se queremos uma sociedade desenvolvida, devemos investir e apostar mais.

Os novos desafios da UMA
A UMA tem neste momento seis faculdades – nomeadamente, de Gestão Empresarial, Arquitectura, Ciências Humanas e Sociais, Ciências da Saúde, Direito e Engenharia – e em carteira dispõe de 9 licenciaturas. Em 2013, inaugurou o campus universitário KAOP, em Cacuaco, onde são leccionados os cursos de Economia, Saúde e Desporto.
O projecto de desenvolvimento estratégico da Universidade Metodista de Angola implica novos desafios, sempre com um único objectivo: dotar a universidade de um conjunto de equipamentos que potenciem uma formação superior de excelência, nas áreas para que está vocacionada. De entre os novos equipamentos, destaca-se a construção do novo edifício, conhecido como “2.ª Fase da UMA”, em Luanda, junto ao corpo central da universidade.
Actualmente a UMA tem uma população académica de cerca de 6000 pessoas, entre alunos, professores e funcionários. “A qualidade que se quer colocar no ensino que ministramos passa, obrigatoriamente, por dotar a UMA de equipamentos adaptados às exigências de uma formação de nível superior”, disse o decano.

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