Mercado

O papel do capital humano nas organizações

30/10/2017 - 11:07, Capital Humano

É cada vez mais determinante atribuir responsabilidades e projectar valores organizacionais que articulam uma visão de excelência, de futuro, do valor que as pessoas representam.

Por Think  Tank  

No início da década de 90, Benhabib e Spiegel (1994) introduzem o seu artigo publicado noJournal of Monetary Economics com a seguinte pergunta: “Como é que o capital humano ou as competências adquiridas através de formação/educação afectam o outpute crescimento da economia?”

A reflexão atenta sobre algumas das empresas mais admiradas e valiosas tenderá a orientar o nosso olhar na direcção das pessoas que as compõem. De facto, as organizações são as pessoas que, exercendo as respectivas funções, permitem que produtos e/ou serviços possam ser pensados, desenvolvidos e entregues ao mercado.

Neste contexto, é significativo perceber que existe uma relação relevante entre a literacia administrativa e a performance das organizações.

As formações para executivos em escolas de negócios, como os MBA (Masters in Business Administration), são ferramentas potentes param as empresas que desejam ser competitivas, sendo que estas tendem cada vez mais a fazer uso deste tipo de oportunidades de capacitação intelectual e experiencial para os seus recursos humanos.

O impacto deste género de formação exercita a literacia administrativa de forma genérica com um foco na transformação do potencial gestor num executivo e líder com valor e valores.

Esta linha de pensamento sobre as organizações leva a crer que não são elas que geram grandes gestores, mas que são grandes gestores que geram grandes organizações.

Poderia dizer-se que – nas organizações – tudo começa nas pessoas, quer sejam novas ideias sobre produtos ou serviços; possíveis melhorias operacionais param melhor servir os clientes; a visão sobre novas oportunidades de negócio; ou a intencionalidade de prestar um serviço que vá ao encontro da responsabilidade social das organizações.

A formação do líder e a liderança

Potenciar equipas de gestão implica potenciar a sua percepção sobre a verdadeira missão e objectivos da organização, assim como a forma operacional de lá chegar.

As pessoas devem ser envolvidas e sentirem-se não apenas parte dos desafios, mas igualmente parte das soluções. É cada vez mais determinante atribuir responsabilidades e projectar valores organizacionais que articulam uma visão de excelência, de futuro, do valor que as pessoas representam para as organizações. As lideranças e os líderes têm, por isso, um papel fundamental no estabelecimento de critérios de gestão que se foquem ao mesmo tempo no factor humano e no factor tecnocrata do sucesso dos projectos.

As escolas de negócios – como a ASM, o IESE e a AESE – oferecem soluções especialmente focadas em executivos, cujas responsabilidades como membros de conselho de administração, administradores e directores exigem competências estratégicas diferenciadas e, por isso, também estilos de formação equitativamente diferenciados.

Algo sobre que se deve reflectir quando pensamos no papel da  formação na gestão de empresas é na forma como diferentes conhecimentos geram diferentes resultados.

Significa dizer que, para impactarmos uma organização através da formação, devemos manter a percepção sobre a humanidade das mesmas, isto é, fragmentar aquilo que é competências técnicas fundamentais daquilo que são competências culturais necessárias para a harmonia e desenvolvimento organizacional.
As organizações – principalmente as de sucesso – são capazes de criar

uma cultura na qual os seus colaboradores são os seus primeiros “publicitários”, mas devem estar atentas à constante necessidade de renovação motivacional através de “momentos especiais e deliberados” durante os quais os seus maiores activos – as pessoas – são chamados a estar conscientes e intencionalmente imbuídos
num espírito de equipa, sucesso, excelência, e valores comuns ao seu sucesso organizacional e satisfação pessoal.

Formação para executivos do agronegócio

Entre as escolas de referência no panorama geográfico africano, a ASM (Angola School of Management) tem vindo ao longo dos últimos dez anos a desenvolver um trabalho de formação de executivos assim como em áreas sectoriais especializadas nas quais se incluem a área da saúde e do agronegócio.

Citando o sector agro em particular, as formações realizadas pela ASM ao longo dos últimos dois anos contaram com a participação de mais de 100 executivos do sector.

Com a colaboração de professores argentinos da Universidade Austral, que conta com o maior centro de formação executiva da América Latina especializado na gestão do agronegócio, a ASM tem vindo a projectar para Angola a virtude da formação para os dirigentes e empresários do agribusiness.

Para a ASM, tendo em conta a natureza, potencial, papel do sector agro em Angola, o futuro passa por transformar em realidade a capacidade de converter os investimentos em PIB (produto interno bruto), o que implica – impreterivelmente – a formação de quadros, dirigentes e executivos nos diversos domínios da gestão do agronegócio.

 

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