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Odebrecht cria novo programa de ajuda às universidades

24/09/2015 - 16:31, Capital Humano, Universidade

Nesta primeira fase, a actividade contou com a participação de estudantes da Universidade Jean Piaget. Esta semana seguem estudantes da Universidade Metodista de Angola.

Por Líria Jerusa | Fotografia Carlos Muyenga

A Odebrecht – empresa que actua no ramo de engenharia, agro-indústria e construção civil – apresentou na semana finda o programa de ajuda e interacção com os jovens universitários denominado “Portas Abertas” em Luanda.
Segundo Marcus Felipe, administrador da empresa, que falou em exclusivo ao Mercado, o programa da construtora com as universidades do País visa apoiar os estudantes universitários no seu processo de formação, oferecendo oportunidades para conhecer uma das maiores construtoras do País.
No encontro, os estudantes da Universidade Jean Piaget de Angola (UNIPIAGET) tiveram a oportunidade de tomar contacto com a exposição fotográfica referente à construção do aproveitamento hidroeléctrico de Laúca, situado na província do Cuanza Norte, a cargo da construtora.
Além da exibição fotográfica, os estudantes também visitaram o núcleo de conhecimento da Odebrecht, local onde “reside” todo o historial da empresa fundada no Brasil há 71 anos pelo engenheiro Norberto Odebrecht.
Marcus Filipe afirmou igualmente que um dos objectivos da implementação do programa é fazer com que os estudantes tenham uma visão ampla e desenhem o seu futuro a partir do presente.
“A Odebrecht dá uma extrema importância a este projecto, porque um bom profissional precisa de ter uma boa formação teórica e depois associar isto à prática no seu dia-a-dia”, disse, salientando que, após a exposição fotográfica, os estudantes receberam também explicações que poderão determinar o seu futuro depois de terminada a formação superior.

Apoio ao ensino superior
Adiantou que a Odebrecht tem parceria com mais de 20 universidades do País, na qual coopera em diferentes domínios, desde a formação à criação de empregos para jovens.
Anunciou também que os resultados desta cooperação são positivos e servem para manter a Odebrecht próxima das instituições de ensino superior.
“As pessoas não têm noção do império Odebrecht em Angola, nem das acções que realiza além da projecção e execução de obras pelo País. A empresa persegue um vasto programa social que pretendemos que os estudantes conheçam”, sublinhou.
Nesta primeira fase, a actividade contou com a participação de 25 estudantes da UNIPIAGET. Segundo a fonte da Odebrecht, a actividade será realizada semanalmente, e a próxima instituição convidada para a visita é a Universidade Metodista de Angola (UMA).
‘’A empresa faz apenas o convite, sendo que a selecção da participante (estudantes) é feita pelas próprias universidades”, referiu quando questionado sobre os critérios de selecção dos estudantes.

Por dentro de Laúca
Marcus Felipe avançou também que, para a construção da barragem hidroeléctrica de Laúca, a construtora está a usar a mais recente tecnologia, que é a correia de transporte de betão, orçada em 10 milhões USD.
Trata-se, segundo disse, de uma tecnologia pioneira no País. “Somos a primeira construtura no País que utiliza equipamento do género, usado anteriormente  apenas na Etiópia.
Explicou que a máquina tem como função o transporte do betão, desde a central de fabricação até à praça de serviço. Possui uma capacidade de produção na ordem dos 500 metros cúbicos/hora de betão, com um significando aumento da produtividade da hidroeléctrica.
Outra das proezas do equipamento tem que ver com a substituição dos camiões de transporte de betão pelas correias, processo célere para a concretização dos objectivos e cumprimento dos prazos de entrega da obra.
A Odebrecht é o maior empregador do País no sector privado. Encontra-se no mercado nacional há mais de 31 anos e já desenvolveu diferentes projectos como a construção da barragem hidroeléctrica de Capanda, província de Malanje, e reabilitação da barragem de Cambambe (Cuanza Norte).
Entre outras infra-estruturas, construiu o aeroporto WelwitschiaMirabilis, na província do Namibe. No que toca a projectos de responsabilidade social, a Odebrecht a desenvolve igualmente os programas “Jovem Parceiro” e “Acreditar”.

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