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Perder o impulso, jamais!

05/12/2016 - 11:12, Capital Humano

Mas será possível mantermo-nos motivados todo o tempo?

Por Karina Gonçalves*

Motivação significa, entenda-se, motivo para a acção, que no meu entender é o impulso que nos faz agir. Assemelha-se à felicidade, euforia ou satisfação.
Alguns autores defendem a motivação como um condicionamento da mente, como é o caso de Skinner.

Por seu turno, Kurt Lewin considera que a motivação é determinada em grande parte pela influência do meio ambiente sobre o indivíduo. A Pirâmide das Necessidades do psicólogo norte-americano Abraham Maslow tornou-se num importante modelo da psicologia organizacional.

O modelo classifica as necessidades em grau de urgência, iniciando naquilo que é indispensável à vida

(necessidades fisiológicas, segurança, necessidades sociais, estima, auto-realização). Daí que muitas empresas, preocupadas em manter os seus melhores quadros, procurem, além da recompensa monetária, oferecer outras condições que respondam às necessidades patentes na pirâmide.

No que resulta a motivação laboral?

Creio que estejamos todos de acordo que um profissional motivado se traduz em empenho, organização, responsabilidade, resiliência, proactividade, produtividade, assertividade, constante insatisfação para com o seu grau de mestria e persistência.

Mas será possível mantermo-nos motivados todo o tempo? Ora, a motivação deriva da relação indivíduo/situação, logo, muitas são as situações diárias que nos vão desanimando, algumas sugam-nos toda a energia, deixando-nos sem forças para continuar.

Em dias difíceis, parece que, para nos reerguermos, necessitamos de alguma força externa que nos levante do status quo resultante da última queda. Refiro-me ao facto de colocarmos nos outros o poder de nos auxiliarem a sair de situações, ou, por outro lado, de entrarmos mais a fundo na prostração … Não é de todo errado fazê-lo, até porque todos fazemos parte de equipas, onde alguém lidera, e a um verdadeiro líder cabe parte da responsabilidade de ter uma equipa motivada. É por isso que as pesquisas indicam que bons líderes utilizam 80% de competência comportamental e apenas 20% de competência técnica.

Mas será que todos os superiores hierárquicos se preocupam com esse “pequeno grande pormenor” – a injecção de motivação? Penso que a resposta seja óbvia.
O desânimo e a frustração ocorrem quando os colaboradores se sentem perdidos, sem saberem o que se espera deles, que caminho seguir e até que ponto têm o suporte adequado para enfrentarem as vicissitudes correntes rumo ao desenvolvimento profissional.

A motivação é uma matéria de suma importância para as instituições e, como tal, pode e deve ser integrada na definição da estratégia organizacional. Sem funcionários, as empresas não têm como perseverar no alcance das suas metas e missão de futuro; por seu turno, os técnicos, sem a empresa, não têm como
materializar ambições e realizações pessoais. Assim sendo, é crucial manter pessoas motivadas e satisfeitas para que, em conjunto, empresa e trabalhador alcancem diligentemente os objectivos traçados.

Não obstante a veracidade do acima exposto, não vivemos num mundo perfeito, pois não? Assim, cada vez mais, devemos buscar em nós a solução para “todos os males”. Nesse ímpeto, há que ter em atenção que a automotivação é a única grande aliada na constância da vida.

A boa notícia é que há, sim, maneiras de mantermos o impulso que nos leva à acção “for our own”.

Jurista*

 

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