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Porque é que ficamos em empregos que odiamos?

15/12/2016 - 11:28, Capital Humano

Inquérito de consultora conclui que cerca de 8% da força laboral global se sente prisioneira no seu emprego.

Cerca de 8% da força de trabalho global sente-se “prisioneira” num emprego que odeia. A conclusão é de um inquérito da consultora Aon Hewitt a 500 mil trabalhadores e reforça uma questão que tem assolado a sociedade moderna: porque é que ficamos em empregos que odiamos?

O estudo conclui que os trabalhadores que estão insatisfeitos não têm qualquer interesse na função que desempenham mas também não têm motivação para se demitirem. Assim, mantêm-se trabalhadores inertes, infelizes e ligeiramente agressivos, segundo o estudo, citado pela Bloomberg.

Não ter motivação no posto de trabalho tem reflexos em todos os aspectos da vida desse trabalhador. “Se está insatisfeito e sente que está preso no seu trabalho, que tipo de parceiro ou amigo vai ser, que tipo de vida vai ter fora do trabalho? Não é uma situação agradável”, diz Ken Oehler, da Aon Hewitt.
Então, porque não resolvem estas pessoas o problema?

Antes de mais, porque estão “agrilhoadas à secretária num par elegante de algemas douradas”, diz o estudo.
Segundo a consultora, os “prisioneiros” no emprego não são pessoas que não conseguem encontrar trabalho noutro sítio, são pessoas que, na maior parte das vezes, nem querem procurar.

E muitas vezes são pagos acima da média. A pesquisa da Aon Hewitt conclui que mais de 60% destes “prisioneiros” têm salários acima da média do mercado, um valor que compara com os 48% de “não-prisioneiros”. Sendo pagas acima da média do mercado, têm relutância em sair.

Além disso, em determinada altura, a inércia instala-se. Quanto mais tempo se está numa empresa, mais “preso” se sente o trabalhador, conclui a pesquisa.

Dinheiro Vivo

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