Mercado

Sociedade de Investimento focada em África mantém destaque no sector eléctrico

17/01/2017 - 16:25, Capital Humano

A Quantum Global Group, sociedade de investimento focada em África, realizou seu quarto Simpósio Consultivo, onde abordou o potencial transformador e as oportunidades de investimento em todo o sector energético africano.

O Simpósio foi inaugurado pelo recém nomeado Vice-Presidente do Conselho Consultivo e advogado Thomas Ladner, que apresentou o Cheick Diarra, Presidente da African Legal Network e ex-Primeiro-Ministro do Mali, que também se juntou recentemente ao Conselho Consultivo da Quantum Global.

O painel apresentou alguns dos principais profissionais comerciais de energia de África, incluindo Agatha Nnaji, Directora da Geometric Power na Nigéria, Graham Smith, Vice-presidente para Business Development na Off – Grid Electric em Tanzânia e Mutiu Summonu, Presidente da Julius Berger e ex-presidente da Shell na Nigéria.

A sessão foi moderada pelo Professor Mthuli Ncube, Chefe de Pesquisa do Grupo, orador público especializado e cuja experiência passada como Economista Chefe e Vice-Presidente do Banco Africano de Desenvolvimento (AfDB) lhe permitiu examinar os principais motores e soluções para o crescimento no sector da energia em África.

No início, os oradores definiram o tom sobre o sector energético de África antes de abordar os principais temas em discussão, que foram os Custos, Tendências e Perspectivas de Crescimento da Infra-estrutura de Energia, Governo e Apoio Institucional, bem como as Oportunidades e Desafios para os investidores.

O Sr. Smith manteve o foco no mercado energético da África Oriental. Sua empresa, a Off-Grid Electric concentra-se em fornecer, principalmente energia solar para as famílias com acesso caro, precário ou sem acesso às redes de energia. Ele mencionou que o sistema de regulação nesta região tem muitos aspectos positivos, e que países bem regulados, como a Tanzânia e Ruanda, com mercados imperfeitos e oportunidades que facilitam os investidores estrangeiros, estão se concentrando na oferta fora da rede, “off grid”.

O painel continuou discutindo sobre a implementação governamental e institucional de regimes legais, regulatórios e políticos para o desenvolvimento de projectos de energia em África. De acordo com o Sunmonu, que falou de sua extensiva experiência no sector do petróleo e gás da Nigéria, disse que os investimentos no sector de energia requerem colaboração significativa entre o governo e os investidores porque nenhum lado tem capital suficiente para implementar soluções por atacado por conta própria. Acrescentando que : “quando um investidor vem de uma economia orientada pelo mercado para uma economia impulsionada pelo governo, deve-se investir tempo suficiente para entender a sensibilidade nacional dos mercados em que operam.”

O professor Ncube mudou a discussão para o clima de investidores em África, onde Nnaji contribuiu com uma recomendação chave de sua experiência como investidora no sector energético da Nigéria, através da empresa de desenvolvimento de energia Geometric Power – que investiu em infra-estrutura de tecnologia de gás, geração de energia e distribuição, incluindo a geração e fornecimento de energia eléctrica para a cidade industrial de Aba, no estado de Abia, na Nigéria (e seus arredores), através do Projecto de Energia Integrada Aba. Ela comentou que seguindo a privatização da Nigéria de activos : “investidores estrangeiros experientes são fundamentais para desbloquear os desafios energéticos da Nigéria e exigir um reforço da política nacional para criar um ambiente propício para os investidores.”

A sessão concluiu com as observações finais do professor Ncube, que reconheceu a necessidade de os governos fornecerem uma regulamentação sólida para os investidores estrangeiros atenderem à crescente demanda de energia em África. Os comentários do professor Ncube foram combinados com as considerações de encerramento de Ladner, quem declarou: “é importante para os investidores estrangeiros, que os governos africanos criem um ambiente propício. A África tem um vasto potencial como último mercado fronteira do mundo para transformar o seu sector energético através de suficientes investimentos no longo prazo. Isso, por sua vez, promoverá o desenvolvimento económico.”

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