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UAN defende maior integração regional das instituições de ensino

13/12/2016 - 11:21, Capital Humano, Universidade

A participação de Angola deverá ser capitalizada em prol da cooperação e do intercâmbio entre as instituições do espaço de países e regiões de língua portuguesa.

Por Líria Jerusa

liria.jerusa@mediarumo.co.ao 

A professora esteve em representação do ministro do Ensino Superior, professor Adão Nascimento, e reiterou a importância do organismo para o desenvolvimento do ensino superior nos países falantes da língua portuguesa a nível mundial.

O evento debateu o papel das universidades, ao abrigo do tema genérico “Para Que(m) Servem a Universidade e as Instituições de Ensino Superior (IES) – Balanços, Proporções e Desafios acerca do Papel das IES no Século XXI”.

Na ocasião, a reitora da UAN, Maria do Rosário Bragança Sambo, disse que o lema desta 6.ª conferência, “Para Que(m) Servem a Universidade e as Instituições de Ensino Superior (IES) – Balanços, Proporções e Desafios acerca do Papel das IES no século XXI”, vai ao encontro da permanente necessidade de reflexão e de debate sobre a importância das instituições encarregadas da promoção da educação superior.

“Sabemos que o ensino superior é um factor essencial para o desenvolvimento da sociedade, encarando os mais diversos reptos da tendência crescente à globalização, respeitando a especificidade de cada país ou região.”

Por outro lado, avança, o lema abre espaço para o debate do potencial da universidade como o motor directo da economia baseada no conhecimento.

“Angola enfrenta um momento particularmente difícil de agravamento da crise económico-financeira, ao qual as universidades e outras IES não estão imunes, o que obriga, ainda mais, a um esforço acrescido de contenção de despesas e de uso racional e eficiente dos recursos disponíveis”, disse a académica.

Apesar destas dificuldades e reconhecendo a importância da FORGES, Maria Bragança Sambo afirma que Angola não desperdiçou a oportunidade de se fazer presente na 6.ª conferência, o que acontece com a participação de 10 membros de IES que compõem o já vasto tecido da educação superior do País.
Na sua opinião, esta participação deverá ser capitalizada em prol da cooperação e do intercâmbio entre as instituições angolanas e outras deste espaço de países e regiões de língua portuguesa, contribuindo assim para a melhoria do papel social da educação superior.

A FORGES constitui assim, segundo nota, uma importante plataforma para o estabelecimento de parcerias entre as IES, com acções concretas no âmbito das atribuições que lhes são inerentes.

Para a reitora da UAN, a criteriosa escolha dos distintos painéis que estiveram em debate no certame, com a abordagem de temas como “A Missão das IES, sua Reafirmação e Renovação”, “Os Contributos do Ensino Superior Face aos Desafios Societais” e “A Sustentabilidade, Inovação e Internacionalização na Educação Superior”, encerra parte da multiplicidade das atribuições das IES.

Os temas constituirão, certamente, pontos de partida para uma profícua troca de ideias, da qual se procurará emergir acções tendentes à melhor prossecução dos objectivos das IES.

Papel dos governos

De acordo com a interlocutora, cabe aos governos dos países participantes do evento concretizar a reconhecida importância das universidades e outras instituições de ensino superior como prioritárias para o estabelecimento de políticas nacionais.

Afirma igualmente que, em grande parte dos países, as universidades e as IES tornaram-se na principal base da investigação científica e assumiram um papel de liderança no desenvolvimento de conceitos interdisciplinares que se afiguram cada vez mais cruciais, caso se queira encarar muitos dos desafios complexos que se apresentam às sociedades nacionais e globais.

A 6.ª edição da FORGES esteve dividido em três painéis, 14 sessões paralelas e 127 comunicações. Contou com cerca de 200 participantes que discutiram temas referentes à educação superior no desenvolvimento de regiões e de países que têm o português como língua oficial.
Participaram na mesa da presidência do evento o reitor da Unicamp, José Tadeu Jorge, a presidente da Associação FORGES, Luísa Cerdeira, e a representante do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Moçambique, Eugénia Cossa.

Além da representante do Ministério do Ensino Superior de Angola, Maria do Rosário Sambo, estiveram também presentes no certame a ministra da Educação de Cabo Verde, Maritza Rosabal Peña, e o coordenador-geral da Unicamp, Álvaro Penteado Crósta.

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