Mercado

Um homem para missões impossíveis

12/10/2015 - 16:17, Capital Humano, Upgrade

O novo chairman  e CEO da TAAG é, entre outras valências,  especializado em start- -ups, relançamentos  e rebranding  de companhias aéreas. Costuma montar a sua equipa de profissionais experientes em curto prazo, para dar apoio célere à gestão. O ex-CEO da SriLankan Airlines, Peter Hill, que voltou à transportadora, a título de consultor, em Fevereiro […]

O novo chairman  e CEO da TAAG é, entre outras valências,  especializado em start- -ups, relançamentos  e rebranding  de companhias aéreas. Costuma montar a sua equipa de profissionais experientes em curto prazo, para dar apoio célere à gestão.

O ex-CEO da SriLankan Airlines, Peter Hill, que voltou à transportadora, a título de consultor, em Fevereiro deste ano, foi na última semana formalmente apresentado como o novo chairman e CEO da transportadora nacional TAAG.

Peter Hill estabeleceu residência fixa em Luanda e tem, ao que até agora parecia, a “missão impossível” de colocar a TAAG na rota de resultados operacionais positivos em cinco anos.

Se pensa que chegar ao topo da gestão de uma companhia internacional é uma tarefa hercúlea, então fique a saber que é muito pior. Hill sempre soube que o seu lugar no vasto mundo da aviação comercial era uma task titânica.

Quando a SriLankan Airlines anunciou a saída de Peter Hill, o consultor da companhia, dando por terminados 16 anos de percurso neste país da Ásia meridional, surgiram rumores de que encabeçaria a gestão da Fiji Airways. O que não se confirmou.

Até ser indicado pela Emirates Airlines para dirigir os destinos da TAAG. Hill foi o CEO da SriLankan Airlines de 1999 a 2007, através de um acordo de gestão semelhante ao que a TAAG tem com a Emirates.

Sai da companhia asiática repulsivamente, ao recusar ao então presidente Percy Mahendra Rajapaksa e 35 colaboradores mais próximos assentos num voo lotado e que retornariam de um tour privado. Por esta atitude, Peter Hill viu o seu visto de trabalho ser revogado pelo governo do Sri Lanka.

No entanto, algumas vozes afirmam que não terá acontecido bem assim. Desde este episódio, esteve como CEO das linhas aéreas do Sultanato de Omã, a Oman Air, até final de 2011. Depois de a poeira ter baixado, a importância do seu palmarés aliada à sua elogiada capacidade de gestão fez com que voltasse à companhia asiática, mas desta vez como consultor.

Hill costuma viver onde trabalha, na comunidade local. Foi assim no Sri Lanka, também será assim por cá. Atribui-se-lhe a uma atitude apaixonada pelo que faz. No dia-a-dia, supervisiona as operações de forma hands-on para manter, por exemplo, os voos da transportadora sempre on, apesar das condições locais difíceis com que se depara.

No décimo ano como CEO da SriLankan, Peter Hill literalmente levantou essa transportadora das cinzas, depois de ter sobrevivido a todo o tipo de desafios, incluindo um ataque terrorista em 2001 que destruiu metade da frota.

Ele lembra-se de ter sido acordado às 4h:20 numa noite de Julho, em 2001, e por um momento não acreditava no que estava a ouvir. “Era como se estivesse suspenso entre o sono e estar acordado; como em estado de sonho estranho, mas muito real. Um dos meus gestores chamava por mim gritando que o aeroporto estava sob ataque”, disse na altura.

O esquadrão suicida Tamil Tiger tinha ocupado o aeroporto. Mas, a partir dessa atmosfera de declínio de negócios e perdas contínuas para a companhia aérea, este terrível ataque proporcionou uma cobertura do seguro de cerca de 350 milhões USD.

Conta-se que, enquanto estava sentado a olhar para o cheque em sua mesa dentro do escritório, Hill terá esboçado um novo começo para a SriLankan Airlines. A reviravolta dos destinos da transportadora foi possível porque Hill teve de descobrir novas e melhores maneiras de construir a companhia como um motor que redesenhasse as rotas do turismo mundial de volta ao Sri Lanka.

Teve de tirar vantagem da posição única da ilha-nação em relação à Índia e as rotas de comércio globais, e o resto é história. Hoje, a SriLankan Airlines é a maior companhia aérea no mundo a operar voos dentro e fora da Índia.

Mais de 40 anos na aviação Peter Hill tem mais de 40 anos de experiência nesta indústria. Fez-se profissional na British Airways e na Gulf Air antes de abraçar um papel importante na construção da Emirates para se tornar na companhia que é hoje.

Nascido em Somerset, cresceu em Londres e entrou para a British Airways como estagiário comercial com 17 anos. Em África, esteve pela primeira vez no Uganda, antes de se juntar à Gulf Air, no Barém. Depois foi para o Dubai. Hill foi o responsável por todas as operações comerciais da Emirates a leste do Dubai

(1985-1996), incluindo a Austrália, Hong Kong, Índia e Sri Lanka. Enfrentou crises após crises, tornandose num homem “talhado para missões impossíveis”. É descrito como uma pessoa determinada e esperançosa. Antes de entrar para a Emirates, Peter Hill fez uma pausa na carreira, comprou um emblemático e antigo pub, no Reino Unido, e geriu por um par de anos antes de voltar ao complexo campeonato aéreo.

O contrato de gestão assinado entre o Estado e a Emirates, de acordo com o despacho presidencial de 24 de Outubro de 2014, prevê a introdução de uma “gestão profissional de nível internacional” na TAAG, a melhoraria “substancial da qualidade do serviço prestado” e o saneamento financeiro da companhia angolana, que nesse ano registou prejuízos de 99 milhões USD

Gosta deste artigo? Partilhe!

1 Comentário

  1. Ziarre 25/04/2016 - 17:56

    So excited I found this article as it made things much quercik!

Deixe o seu comentário

You must be logged in to post a comment.