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Afinal, quanto custa estudar hoje em Luanda

07/04/2017 - 11:47, Universidade

Os passos a dar para o tão sonhado canudo nem sempre chegam a ser baratos, a obtenção de uma licenciatura pode custar até 1 560 000 Kz.

Por Líria Jerusa

liria.jerusa@mediarumo.co.ao 

A formação superior é quase garantia ou “passaporte” para conseguir um emprego bem remunerado, proporcionando, por sua vez, uma vida estável, quem sabe até confortável.

Mas os passos a dar para o tão sonhado canudo nem sempre chegam a ser baratos, sobretudo quando se tratar de estudar na capital do País.
Uma pesquisa feita pelo Mercadonas universidades privadas concluiu que obter uma licenciatura em Luanda, com a duração de quatro anos, pode custar até 1 560 000 Kz.

Importa referir que o valor acima citado não inclui os custos das inscrições e reconfirmações de matrículas. O montante é exclusivo ao pagamento total de mensalidades que o aluno deve efectuar durante os quatro anos de percurso académico.

De acordo com a pesquisa feita, um aluno inscrito no curso de Economia da Universidade Católica de Angola pode desembolsar 1 346 000 Kz (incluindo o valor de inscrição e matrícula) para poder dar por finalizado o ensino superior.

Por outro lado, alguém que queira formar-se na Universidade Gregório Semedo (UGS) precisará de até 1 288 000 Kz, cerca de 32 200 Kz por mês para a conclusão de seus estudos nas licenciaturas de Comunicação Empresarial e Economia.

De acordo com fontes contactadas pelo Mercado, o valor das propinas do ensino privado em Luanda varia entre os 39 mil Kz/mês (valor máximo) e 25 mil Kz/mês (valor mínimo).

E os cursos ligados às áreas económicas e financeiras podem ser mais elevados, perdendo apenas para os de Arquitectura e Engenharia.

Para além deste dilema, existem ainda outros custos adicionais que precisam de ser incluídos na formação, tais como material didáctico, livros, pesquisas, recursos, gastos com o transporte e ainda a inclusão de multas para quem ultrapasse o período de pagamento das propinas.

As despesas ligadas com a educação sempre revelaram ser o calcanhar de Aquiles para qualquer encarregado de educação e estudante, motivo que leva os pais muitas vezes a fazer inúmeros sacrifícios para que os seus filhos consigam entrar para uma boa universidade e garantir um futuro adequado.

Assim sendo, em 2006, uma pesquisa feita revelou que os que auferem o salário mínimo nacional teriam de trabalhar cerca de 25 anos para conseguir uma formação numa das universidades.

E, com a chegada da crise económica, e com a decorrente da quebra nas receitas da exportação de petróleo, só no último ano a inflação disparou mais de 40%. Estes dados reflectiram-se nas diferentes taxas cobradas das propinas, tornando assim a vida dos estudantes e encarregados de educação mais difícil, revelando preços de propinas bastante elevados que contribuem para o agravamento do custo de vida, sendo que os salários mínimos, dependendo do sector de actividade, estão fixados desde 2014 entre os 15 mil e os 22 mil Kz. Os custos dos cursos ligados às áreas económicas e financeiras das universidades de Luanda aumentaram.

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