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ASM entregou diplomas sobre agro-negócio

27/11/2017 - 08:55, featured, Universidade

Angola School of Management entregou diplomas aos mais de 30 formandos que passaram pelo seminário de agro-negócio na semana passada.

Por Ricardo  David  Lopes

Mais de três dezenas de gestores bancários, empresários, empreendedores, entre outros, concluíram no final da semana passada um seminário sobre agro-negócio promovido pela Angola School of Management (ASM), com a presença de dois especialistas no tema, oriundos da Escola de Direcção e Negócios (IEA) da Universidade Austral.

O Seminário de Gestão do Agro-Negócio terminou na quinta-feira passada (16 de Novembro) com a entrega dos diplomas aos formandos. No curso, os especialistas argentinos Marcelo Paladino e Bernardo Piazzardi analisaram com os formandos casos reais de agro-negócio, explicando como a Argentina, há cerca de 20 anos, iniciou um processo de desenvolvimento desta fileira, sendo hoje um caso de estudo mundial.

Na edição passada do Vanguarda, recorde-se, Marcelo Paladino lembrou que o potencial do agro-negócio é muito elevado, mas o seu desenvolvimento implica que haja muito conhecimento. Segundo o responsável, que integra a IAE como docente desde 1983, tendo dirigido a área académica de Empresas, Sociedade e Economia entre 2000 e 2007, “a união de esforços é importante neste sector”.

“Para causarmos impacto, não devemos trabalhar sozinhos. E, no agro–negócio, os empresários devem assegurar-se de que não estão sozinhos”, referiu, lembrando que uma das principais dificuldades que a Argentina enfrentou quando decidiu apostar no agro-negócio foi o financiamento, que “por diversas razões sempre foi muito elevado no país sul-americano.

Aproveitar o momento

“Era preciso aproveitar o momento para levar a cabo uma inovação tecnológica muito forte, envolvendo novas técnicas de tratamento dos campos, aplicando a técnica do plantio directo, para reter mais humidade e nutrientes nos solos, e melhorar a produtividade”, recorda Paladino, autor de inúmeros estudos e análises de casos.

O professor, cuja formação de base é Engenharia Mecânica, publicou igualmente diversos livros sobre competitividade, tecnologia e inovação. Bernardo Piazzardi, igualmente oriundo da Universidade Austral, uma das mais prestigiadas da América Latina, actual director do Centro de Agro-Negócios e Alimentos daquela instituição, por seu turno, defendeu, em entrevista ao Mercado da semana passada, que Angola poderia recorrer a parte das receitas petrolíferas, assim como à capacidade técnica adquirida ao longos dos anos neste sector, para desenvolver um programa integrado de desenvolvimento do agronegócio. “Percebemos, há 20 anos, que a nossa indústria não era competitiva à escala global, mas apenas regional. Em contrapartida, em termos agrícolas, o país sempre teve um elevado potencial”, afirmou. O agro-negócio, com o desenvolvimento integrado das duas componentes (agrícola e industrial), foi o caminho escolhido pelo país, tendo sido os privados a avançar neste sentido, mesmo sem apoios do Estado.

Hoje, destacou o docente, dos 60 mil milhões USD que a Argentina exporta, 48 mil milhões vêm da fileira do agro-negócio, que se tem desenvolvido com alguns problemas semelhantes aos de Angola, como a falta de infra-estruturas e dificuldades no fornecimento de energia e água.

No total, já passaram pelos seminários sobre agro-negócio da ASM perto de 150 formandos (incluindo as duas edições anteriores). A importância do assunto em Angola justificou a criação de um Centro de Agro-Negócios no seio da ASM.

Entretanto, a ASM promoveu uma conferência internacional sobre agronegócio, ontem e hoje, à qual o Mercadose associou como media partner.

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