Mercado

Estudantes dão mais importância aos valores da empresa do que ao dinheiro

21/04/2017 - 14:21, Universidade

Estudo da KPMG Internacional inquiriu 4165 estudantes de Gestão, Ciências, Tecnologia, Engenheira e Matemática de várias universidades.

Por Dinheiro Vivo 

A maioria dos estudantes portugueses dá mais importância aos valores e à visão das empresas do que às remunerações e benefícios da organização onde podem vir a trabalhar.

Esta é uma das principais conclusões do estudo “Students Career Preferences Survey”, da KPMG Internacional, que inquiriu 4165 estudantes de Gestão, Ciências, Tecnologia, Engenheira e Matemática de algumas das melhores universidades do mundo, incluindo portuguesas, num total de 68 países, entre Outubro de 2016 e Março de 2017.

O inquérito, que demonstrou que as opiniões dos portugueses estão, de uma forma geral, alinhadas com as dos estudantes dos outros países, concluiu que 89% consideram importante trabalhar numa organização que tenha um impacto positivo no mundo, e que para 92% é muito importante que a empresa onde vão trabalhar tenha uma visão interessante.

“Um pacote de remuneração e benefícios competitivo é naturalmente um dos principais critérios de escolha, no entanto, a grande maioria dos estudantes (79%) refere que trabalhar numa organização com um forte sentido de propósito é mais importante do que ganhar o salário mais elevado possível”, refere a nota divulgada pela consultora, que não tem dúvidas em afirmar que “estas opiniões realçam uma nova visão e uma nova mentalidade dos jovens mundiais, incluindo os portugueses, para quem o dinheiro não é tudo”.

José Portugal, partner e head of people, performance & culture da KPMG Portugal afirma que “os resultados deste estudo sobre as preferências de carreira dos estudantes vão ao encontro do que ouvimos dos recém-graduados que contratamos”.
“Os valores e a missão da empresa estão entre os principais critérios na análise a um potencial empregador. Os jovens querem desenvolver trabalho com impacto e fazer parte de uma organização onde sintam que contribuem para fazer a diferença, ao mesmo tempo que lhes permite crescer e progredir na carreira”, acrescenta.

Ir para fora

A maioria dos inquiridos referiu ainda estar disponível para trabalhar num outro país, sendo que mais de 65% dos jovens estão preparados para trabalhar em dois, três ou até em quatro países, e 27% até em mais do que quatro.

Rachel Campbell, global head of people da KPMG Internacional, reforça esta ideia ao salientar que “os estudantes de hoje esperam percursos profissionais flexíveis, o que pode passar por trabalhar em múltiplos países”.

“Procuram carreiras com significado e um sentido de propósito, e estão dispostos a ir para onde as oportunidades os levarem”, acrescenta.

No que diz respeito às profissões mais desejadas, no topo das preferências dos estudantes que participaram neste inquérito estão as áreas financeiras, que reúne 43% das preferências dos inquiridos, dos serviços profissionais, preferidos por 27% dos estudantes, e da tecnologia, campo escolhido por 13% dos alunos que responderam ao estudo da KPMG.

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